Diário da Região

30/04/2016 - 00h00min

Editorial

A hora da verdade

Editorial

Palavras do prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), sobre a confirmação feita por telefone pelo ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, de que a duplicação do trecho urbano da BR-153 finalmente iria começar: “Rio Preto é do Senhor Jesus”. A prudência, tendo em vistas as frustrantes promessas- repetidas várias vezes sobre a obra - mostra que quando o assunto é BR-153 seria mais conveniente agir como São Tomé: só acreditar vendo. A notícia sobre o início da duplicação no trecho em Rio Preto é uma nova reviravolta em torno de um tema que gera muita expectativa em moradores e milhares de motoristas que passam diariamente pela “rodovia da morte”.

Não há mais paciência de qualquer pessoa para nova farsa, outra mentira. Caso a duplicação da BR-153 no trecho de Rio Preto não saia agora será a maior ignomínia da história da cidade. Agora, chegou a hora da verdade. Ou a duplicação começa de fato, ou o ministro Antonio Carlos Rodrigues, seus asseclas, o prefeito, deputados, políticos que dizem que representam a região, podem esquecer Rio Preto. Pois a credibilidade sobre deles irá para o fundo do poço.

O contrato com a ordem de serviço para duplicar a BR foi assinado no dia 3 de setembro de 2014, na Acirp, com famoso oba-oba político. Discursos animados. O ministro de plantão na época, Paulo Passos, afirmou com todas as letras que a duplicação começaria ainda naquele ano. E nada. Mudou o ministro. Assumiu Antonio Carlos Rodrigues, que também estava no oba-oba em 2014. O contrato de quase R$ 187 milhões estava assinado e nada saiu do papel, como sempre. Eis que no final do ano, segundo o próprio ministro disse, a concessionária Transbrasiliana faria a duplicação. Para tanto, motoristas seriam obrigados a pagar mais caro pelo pedágio. Na época, no final do ano passado, até Valdomiro afirmou que a transferência da obra seria uma “coisa boa”, pois a duplicação iria sair.

Mas outra surpresa estava por vir. O governo realizou na terça-feira audiência pública para discutir duplicação feita pela concessionária e o trecho da BR-153 foi excluído. Motivo: o contrato de 2014 não havia sido rompido e ainda estava em “análise” no Dnit. Agora, quando Dilma está prestes a deixar o governo via impeachment, eis que a duplicação sai da cartola de um dos poucos ministros, que é do PR e que mantém fidelidade canina à presidente. Daqui a alguns dias assume Michel Temer (PMDB) e a duplicação já terá começado, devendo vai ser mantida. Espera-se que, independentemente de quem seja o presidente, a obra finalmente ante. Muitas pessoas pagaram com a vida o preço de tanto jogo político de empurra.

Caso a duplicação da BR-153 não saia agora será a maior ignomínia da história da cidade

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