Diário da Região

23/12/2015 - 00h00min

editorial

Usina de fraudes

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Criada em Rio Preto há duas décadas para incentivar a revelação de talentos e manter equipes capazes de servir como espelho para novas gerações, a lei municipal do auxílio-atleta está completamente desvirtuada. Cheia de buracos, virou campo fértil para desvio e utilização irregular de recursos públicos, liberados pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Esportes.

A fraude da vez foi noticiada em reportagens do Diário na edição de domingo e ontem. O Ministério Público constatou que um técnico de atletismo falsificou a assinatura de um esportista beneficiário, para ficar com o dinheiro. Além de se apoderar dos vencimentos, o técnico ainda preencheu de forma ilegal os relatórios de atividades do seu pupilo.

As estratégias são sempre muito parecidas. O comandante de uma determinada modalidade esportiva - em geral o técnico ou o diretor de uma equipe - resolve administrar os recursos de todo o grupo que dirige com uma medida manjada: de posse do montante, faz uma espécie de redistribuição democrática, de forma que os recursos destinados a três pessoas possam contemplar quatro ou cinco; ou que os recursos de cinco possam, somados e redistribuídos, beneficiar seis ou sete, e assim por diante.

Desavisados e ingênuos podem até enxergar mérito nessa conduta. Afinal, é o milagre da multiplicação de parcos recursos de forma a beneficiar mais integrantes de um mesmo time. É aí que mora o perigo, pois transfere dinheiro para pessoa não identificável nas contabilidades do programa - atleta, técnico, diretor ou simplesmente um golpista.

Descontado o risco de desvio de dinheiro para o bolso do golpista, pode-se alegar que a intenção é boa; que é uma forma de fazer com que os recursos cheguem a mais atletas de um mesmo grupo legalmente cadastrado para defender projetos oficiais ligados às políticas desportivas do município. Nem isso, porém, é aceitável, uma vez que a redução individual do auxílio motivada pela soma e redistribuição deixa de ser suficiente para o desenvolvimento do atleta. A bolsa simplesmente perde o seu objetivo e, por consequência, vira desperdício de dinheiro público do mesmo jeito.

De qualquer maneira, o sistema vem se revelando extremamente vulnerável, e os aproveitadores sabem muito bem disso. É urgente, portanto, que as autoridades municipais - para não ser acusadas de negligência - revejam todo o processo e tratem de buscar alternativas mais confiáveis de investir dinheiro nos projetos esportivos; obviamente, com o estabelecimento de metas - no esporte e nos estudos - para manutenção e ampliação de bolsas. Que se instale a moralidade ou se acabe com essa farra de uma vez por todas.

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