Diário da Região

13/07/2016 - 00h00min

editorial

A previdência imprescindível

editorial

Mais uma vez, a Reforma da Previdência é anunciada como medida vital e urgente para evitar uma implosão do sistema de aposentadorias no Brasil. Novamente, o cidadão-trabalhador-contribuinte se vê afogando em cifras estratosféricas que ele sequer consegue dimensionar, ou entender. Em 2016, o rombo na previdência de Servidores Públicos e do INSS será de quase R$ 200 bilhões. São R$ 125 bilhões no Instituto Nacional de Seguridade Social, mais R$ 70 bilhões no serviço que cobre as aposentadorias de servidores públicos civis e militares. Sem contar o buraco nas previdências próprias de Estados e municípios, estimada em R$ 48 bilhões.

O problema é que as principais causas do prejuízo nunca são creditadas a políticas equivocadas, fiscalizações falhas ou privilégios indevidos. As justificativas são fincadas em duas verdades inquestionáveis, mas insuficientes para explicar a dimensão do rombo: o aumento do salário mínimo acima da inflação e a mudança demográfica, com taxa de nascimentos em queda e o correspondente aumento na perspectiva de vida.

A “culpa” é do trabalhador que na velhice é obrigado a se equilibrar com salário mínimo e que vem cometendo a ousadia de viver mais. A equação é muito mais complexa e beira à desonestidade tentar convencer a sociedade de que o pobre cidadão que não tem sequer o mínimo para chegar aos últimos anos de vida com dignidade representa um fardo social.

No último domingo, reportagem do Diário mostrou alternativas àqueles que temem viver com o que o INSS paga e já começam a se planejar com investimento complementar à previdência pública. Iniciativa inteligente, mas que de novo inverte a lógica das coisas. Só tem dinheiro para tal cautela o cidadão classe média alta, com recursos suficientes para desenhar uma aposentadoria sorridente financeiramente falando.

O primeiro item a entrar na pauta da Reforma da Previdência é a idade mínima. Homens e mulheres poderão se aposentar apenas a partir dos 65 anos de idade. Hoje, a conta é feita pelo chamado fator 85/95, que compara idade e tempo de contribuição. Modelos de países superdesenvolvidos são usados para convencer a sociedade sobre a legitimidade da mudança. Mas ignora-se a diferença de direitos e garantias sociais dadas aos trabalhadores mais pobres naquelas nações.

O País dispensa neste momento posições demagógicas de setores de esquerda e sindicais. Também não dá para tapar o sol com a peneira, ignorando que o estrago está feito e precisa ser minimizado. O sistema de fato está à beira de um colapso e precisa de solução. E só a previdência pública é capaz de garantir a proteção à maioria dos cidadãos que mal ganham para comer e morar.

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