Diário da Região

12/07/2016 - 00h00min

editorial

A sombra de Valdomiro

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O prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), caminha para deixar o comando do município depois de oito anos de governo acompanhado de uma sombra do primeiro mandato, que terminou em 2012 e tem nome e sobrenome: Luiz Antonio Tavolaro. O ex-procurador-geral do município teve participação crucial no governo de Valdomiro até cair depois que apareceu no cenário político rio-pretense Alcides Barbosa, no fim de 2011. Supostamente um sócio oculto do ex-procurador, Barbosa foi preso em operação sobre esquema de fraude em licitação de R$ 1 bilhão em Natal, no Rio Grande do Norte, na qual dezenas de pessoas são acusadas, inclusive Tavolaro, um dos réus.

Tão em voga atualmente, em tempos de Lava Jato, foi uma delação premiada que colocou ações da dupla em xeque. Para ser solto, Barbosa deu detalhes sobre Natal e disparou acusações a respeito do governo de Valdomiro, como suposto pagamento de propinas. Foi a ponta de um iceberg, que o Ministério Público de Rio Preto fez emergir aos poucos. Barbosa manteve acusações em depoimentos ao promotor Sérgio Clementino e, mais que isso, relatou outras irregularidades. Citou “presentes” de prestadoras de serviço à Prefeitura que foram entregues ao ex-procurador. Reportagem do Diário, publicada neste domingo, 10, revela um engenhoso caminho justamente para “esconder” rastros de um desses presentes que, segundo o MP, entrou na cota do Grupo Faria. Conforme a reportagem de Vinicius Marques mostrou, a quebra de sigilo de acusados aponta que um Passat alemão retirado em agência da Faria Veículos se transformou em um Land Rover, adquirido por Tavolaro.

Segundo a conclusão do Ministério Público, o dinheiro da venda do Passat, retirado por Barbosa na Faria, foi depositado na conta de uma agência, que depois repassou ao menos parte do valor do carro para a empresa na qual Tavolaro comprou o Land Rover. Para o promotor, ficou evidente que foi montado esquema para “simular” a venda do veículo. O promotor questiona, além disso, pagamento de viagem que teria atendido pedido de Tavolaro à China. A viagem foi custeada pela Constroeste. “O presente foi dado por empresa que tinha interesses diretos no município, ou seja, que costumeiramente fazia grandes contratações com o município”, afirma o promotor em trecho da ação.

Ainda há investigação criminal sobre o caso, o que envolve apuração até de corrupção. Valdomiro nega que tenha cometido qualquer irregularidade e joga o abacaxi para Tavolaro, que também nega. O Diário acompanha as denúncias e seus desdobramentos desde o início. Agora está nas mão da Justiça decidir se os acusados cometeram, ou não, ato de improbidade administrativa. Que o Judiciário se encarregue de não deixar para trás qualquer sombra de dúvida.

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