Diário da Região

22/11/2015 - 00h00min

Editorial

Está difícil entrar no clima

Editorial

Daqui a uma semana, os trabalhadores com emprego formal recebem a primeira parcela do 13º salário. Em Rio Preto, estima-se uma injeção de R$ 365,9 milhões na economia até dezembro. A decoração vermelha e dourada das vitrines, com os bons e velhos papais-noéis simulando um fictício Polo Norte em meio ao calor escaldante da cidade, também ajuda a nos lembrar que o Natal já bate à porta.

O cenário tradicional, que inclui ainda trilha sonora especial e sugestão de cardápio farto, está montado. No entanto, acossado por uma crise política e econômica ignorada pela nova geração e distante na lembrança dos mais velhos, o brasileiro resiste em entrar no clima das festas de fim de ano.

Não é para menos. As estatísticas ruins, concretizadas em dramas individuais dentro de milhares de lares País afora, não param de pipocar.

O que todo mundo já percebe se confirmou em forma de manchetes neste sábado, dia 21: o emprego formal tem queda recorde no Brasil no mês de outubro, com o fechamento de 169.131 vagas. Pior resultado desde 1992.

E olha que este é o mês em que normalmente o comércio tinha dificuldades para preencher vagas temporárias, assim como a indústria, que se via obrigada a absorver gente extra para dar conta da demanda por novos produtos.

É o ápice de uma situação que vem se desenhando desde janeiro. Nos dez primeiros meses deste difícil 2015, o País perdeu um total de 818,9 mil postos de trabalho. E basta olhar em volta para ver o impacto social e emocional criado pelo desemprego em massa. Daí esse “bode” generalizado, que abate até o mais otimista espírito natalino.

Reportagem do Diário deste domingo mostra que os comerciantes apelam a todo tipo de artifício para tentar salvar a principal data do comércio. Ou seja, a palavra de ordem é emocionar, porque, na base da razão, fica difícil convencer o cidadão a cair na euforia consumista.

Mas se o combustível do Natal é emoção, mais que nunca precisamos de lucidez. Não para decidir o quanto vamos gastar em lembrancinhas e ceias com a família, mas no sentido de pressionar por medidas urgentes que possam tirar o Brasil do atoleiro em que encontra.

Precisamos que os políticos deixem de olhar seus umbigos e jogos de poder pessoal para que seja feito o que precisa ser feito. O preço que o povo tem pago pelos seus políticos, independentemente de sigla partidária, está ficando caro demais. Ano que vem tem eleições. Que até lá, ninguém se esqueça do que estamos vendo e vivendo.

Se o combustível do Natal é a emoção, mais que nunca precisamos de lucidez

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