Diário da Região

Quem mora em Rio Preto ou aqui vem com frequência, a trabalho ou lazer, sabe muito bem o estado de abandono que vive a cidade. Mato alto nas avenidas, semáforos sem contador na área central, obras inacabadas por todo o canto. Mas, de tudo isso, nada tem irritado mais do que o péssimo estado do asfalto na cidade. Não há bairro que escape dos buracos nas vias, desde aqueles mais periféricos até os mais ricos e centrais. Buracos de todo tipo, desde os que só aborrecem o motorista com o solavanco do veículo até crateras que, não raro, provocam acidentes graves, inclusive com morte.

Diante do avanço da buracolândia, a resposta da Prefeitura tem sido mais do que tímida. A manutenção do pavimento em Rio Preto nunca foi das melhores nessas duas gestões de Valdomiro Lopes - ainda em 2009, este Diário denunciava falhas técnicas primárias na pavimentação asfáltica, a começar da técnica escolhida pela gestão, denominada a frio, produzida na usina de asfalto construída por Valdomiro.

Uma das poucas exceções nesse desastre que é o serviço de recape da Prefeitura ocorreu em 2012, quando Valdomiro tentava a reeleição. Na época, o prefeito patrocinou a reconstrução completa do asfalto de toda a área central, o que certamente contribuiu com votos para a sua bem-sucedida campanha na ocasião.

Mas, desde então, o que se vê são trabalhos paliativos e setorizados, muito pouco para uma malha antiga que esfarela a olhos vistos. O caos chegou a tal ponto que parece ter acordado o prefeito. Na última sexta-feira, Valdomiro anunciou a demissão do secretário de Trânsito, Aparecido Capello, seu fiel escudeiro desde o primeiro ano de gestão. Desde o início do ano, a pasta é a responsável pelo setor de tapa-buraco, no lugar da Secretaria de Serviços Gerais.

Em agosto deste ano, o boquirroto Capello prometera acabar com os buracos da cidade em dois meses. Na época, foi anunciada verba de R$ 5,5 milhões para o serviço de tapa-buracos. “Em outubro, dou a cidade tapada, se Deus quiser. Você vai ver!”, disse Capello ao Diário, na época.

Obviamente não conseguiu, pelo contrário, o que sem dúvida contribuiu para a sua queda. “Ele (Valdomiro) precisava achar um culpado para os buracos na cidade. E eu fui o escolhido. Eu havia prometido tapar os buracos da cidade e não fiz”, admitiu.

O que se espera do prefeito com essa troca é que tente ao menos minimizar, com o tapa-buraco, o desastre que tem sido seu segundo mandato. Rio Preto não merece tanto desleixo.

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