Diário da Região

26/01/2016 - 00h00min

editorial

O descaso na pista do Eldorado

editorial

Quando o assunto é poder público, qualquer desculpa vale. O que foi dito antes pode ser jogado no lixo ou entrar para o esquecimento eterno. No entanto, o descaso do poder público com a pista de atletismo do bairro Eldorado não será esquecido. Reportagem na edição de domingo do Diário deixa claro que falácias comumente utilizadas sobre a a pista- que se esfarela há cerca de quatro anos- não conseguem superar os fatos. E o fato registrado na reportagem foi o “aniversário” de repetidas promessas que nunca se cumprem.

Há mais de dois anos, finalmente foi disponibilizada verba do governo federal para a reforma na pista e o dinheiro só será liberado pela Caixa Federal com aprovação de projeto elaborado pela Prefeitura de Rio Preto. São R$ 7, 2 milhões. Nesse tempo, um pachorrento jabuti poderia ter dado 12,2 mil voltas na raia 1 da pista do Eldorado. O fato deveria deixar governantes e agentes públicos vermelhos de vergonha.

A culpa é sempre da necessidade de “aprovação de projeto”. Caixa espera, Prefeitura demora para fazer projeto e depois reclama de lentidão na análise de projetos. E assim o tempo passa e tudo fica como está, ou no caso da pista do Eldorado, fica pior ainda. A degradação só aumenta. Logo a pista terá tantos buracos que poderá ser comparada com a maioria das ruas de Rio Preto.

Os atletas porém não esperam. Maior expoente dos descontentes com o descaso sempre foi o bicampeão mundial de salto em distância indoor, Mauro Vinícius da Silva, o Duda. Depois de anos de espera, ele deixou a cidade. Antes a pista do Eldorado era referência. Hoje é referência da vergonha. Duda e outros atletas foram treinar em locais que oferecem condições adequadas a atletas de ponta.

Duda reclamou da pista ainda em 2012. Desde então, recebeu promessa do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) e até do ex-ministro Aldo Rebelo de que a pista seria reformada. Rebelo chegou a dizer que o local seria utilizado para treinamento de atletas para a Olimpíada deste ano no Rio de Janeiro. E até hoje a reforma não veio. Talvez seja concluída para a Olimpíada de 2020, em Tóquio.

Além de ser palco para atletas como Duda - que tornou a pista do Eldorado referência do atletismo no País - a pista tinha amplo aspecto social. Era uma forma de fuga de jovens de outros caminhos que não o objetivo de cruzar os 400 metros da pista na frente de quem quer que seja. Poderia ser usada por jovens que encontram no esporte, por exemplo, uma saída para as drogas.

Todas as esferas do poder público deixaram de cumprir quando o papel social na questão da psita. É dever do poder público agir com mais rapidez para essa obra sair do papel. Que a reforma demore menos que a expectativa de vida de um jabuti, algo em torno de 80 anos. Por enquanto, o bicho é mais ágil que o poder público.

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