Diário da Região

19/08/2015 - 00h43min

Editorial

Rio Preto, a 17ª melhor

Editorial

Diferentemente do índice da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), que já chegou a classificar Rio Preto como a segunda melhor cidade do Brasil para se viver, estudo da agência paulistana Austin Rating põe o município na 17ª posição. O que também não é pouco. Ao contrário. É uma colocação que, no aspecto geral, reflete a indiscutível grandeza de uma das cidades mais desenvolvidas do Estado mais rico do Brasil e ajuda a explicar o motivo pelo qual Rio Preto continua a atrair grandes empreendimentos importantes, mesmo em plena crise que atinge o País. O novo estudo, encomendado pela revista IstoÉ e publicado pelo Diário na semana passada, leva em conta dados fornecidos por todos os municípios brasileiros, com cruzamento de informações de diferentes institutos, como o IBGE. A partir daí, foram analisados 212 indicadores utilizados para o cálculo do chamado Índice de Inclusão Social e Digital (IISD). Os indicadores foram divididos em quatro grandes grupos, fiscais, econômicos, sociais e digitais.

Chama atenção o 12º lugar na avaliação das políticas públicas para a área da educação, assim como a 13º colocação na atenção aos jovens. Obviamente, porém, Rio Preto está muito longe de ser essa maravilha toda quando se observa o detalhamento da pesquisa. É aí que são expostas as fragilidades conhecidas da população rio-pretense. No quesito padrão de vida, o município surge em 50º. Em execução orçamentária, aparece em 42º. Na área da saúde, o município está em 44º no ranking. As análises específicas por setor servem justamente para funcionar como um contraponto no levantamento que, à primeira vista, pode passar a impressão de que estamos diante de uma administração impecável. É importante reconhecer o que a cidade tem de bom e espalhar a notícia mundo afora. Mas é tão ou mais importante avaliar a realidade com senso crítico apurado, a fim de não cair no "jogo do contente", do maravilhoso mundo de Poliana.

A posição de número 44 em matéria de saúde, por exemplo, parece até generosa demais para um município que impõe uma série de sacrifícios diários a pacientes obrigados a esperar meses por atendimento nas unidades básicas (UBSs). Sem contar as peregrinações de doentes jogados como peteca entre os postinhos e o alto índice de infestação de dengue. Só neste ano, são 11 mortes e mais de 16 mil infectados pelos mosquito Aedes aegypti. Rio Preto pode e deve comemorar, sim, as boas avaliações em estudos como o da Firjan e da Austin. Sem, contudo, cair na soberba e na irresponsabilidade de achar que moramos numa ilha de excelência cercada de maravilhas por todos os lados.

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