Diário da Região

14/10/2015 - 00h00min

editorial

Vigiar quem vigia

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Preocupado com a onda de vandalismo contra os radares nas ruas e avenidas de Rio Preto, o secretário de Trânsito, Aparecido Capello, anunciou na segunda-feira que irá instalar câmeras de vídeo para monitorar os aparelhos. Na prática, é como se houvesse um radar para vigiar outro. E nada assegura que a câmera, mesmo escondida, não possa ser também alvo dos vândalos, no que provavelmente seria necessário instalar outra câmera para vigiar os dois aparelhos. E assim sucessivamente, nunca corrente infinita de bizarrice.

A ideia pouco feliz de Capello, revelada ontem em reportagem publicada pelo Diário, soa como um ato de desespero do poder público diante da escalada de destruição a radares na cidade. Foram três ocorrências em menos de um mês. No primeiro caso, em 18 de setembro, o motorista de uma BMW chutou o radar móvel que estava na avenida Juscelino Kubitschek. No segundo, dez dias depois, o garupa de uma moto deu um golpe com um pedaço de madeira em um radar fixo. E o último caso, na manhã do dia 12, outro aparelho fixo foi retirado do poste de sustentação na avenida de Maio, no bairro Cristo Rei, e atirado ao chão.

“É coisa de meia dúzia de desocupados que não têm civismo ou respeito com o patrimônio públi co. E não vamos permitir isso”, disse um revoltado secretário.

Capello afirmou que ainda vai levar a proposta ao prefeito Valdomiro Lopes e não tem estimativa de custo das câmeras. Mas tudo indica que a ideia, se posta em prática, vai custar caro. São 29 radares, espalhados por 132 pontos fixos e móveis em Rio Preto. “Infelizmente a população vai pagar. Mas vamos fazer isso. Nossa meta é diminuir o número de acidentes na cidade. Vamos monitorar esses e outros pontos que receberão radares”, afirmou Capello.

Quem for flagrado será punido por dano ao patrimônio público, crime previsto no Código Penal com pena de seis meses a três anos de prisão, além de multa.

É esperada e até desejável a reação do secretário de Trânsito diante do prejuízo causado pelo vandalismo de incivilizados descontentes com a justa ação do Estado. Mas, em vez de câmeras caras e não necessariamente produtivas, quem sabe seja a hora de investir em campanhas educativas sobre a importância do radar na redução de acidentes de trânsito e reforçar a vigilância sobre esses equipamentos, por meio da Guarda Municipal ou da Polícia Militar, dentro do programa Atividade Delegada. Ações simples, baratas e, provavelmente, mais eficazes.

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