Diário da Região

14/01/2016 - 00h00min

editorial

A salvação da lavoura

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Além de proporcionar diversão e entretenimento à população, o futebol é um grande negócio, que nos últimos anos atingiu números financeiros astronômicos. Salários exorbitantes pagos pelos grandes clubes aos jogadores e treinadores têm inflacionado o mercado e provocado uma quebradeira geral. E essa iniciativa reflete diretamente nos pequenos.

Por isso, a maioria absoluta recorre às categorias de base para tentar sobreviver neste meio altamente competitivo e recheado de desigualdade. Assim, as agremiações usam a midiática Copa São Paulo de Juniores como plataforma para revelar talentos, negociá-los e reforçar os famigerados caixas, que estão quase vazios ou, em outros casos, que já não contam com um centavo sequer.

América, Rio Preto, Mirassol e Tanabi foram os representantes regionais na edição deste ano, a 47ª da história. Campeão em 2006 e com 20 participações no torneio, o América já foi um dos maiores celeiros de craques do Interior. Teve época inclusive que conseguiu se manter graças à venda de jogadores projetados nas suas categorias de base.

Mas hoje, a equipe americana mingua e, mesmo sem estrutura, conta com a ajuda de poucos parceiros para se manter de pé. Nos últimos anos, como mero coadjuvante no torneio, não tem revelado ninguém. As fracas campanhas não iluminam o fim do túnel.

Apesar de eliminado na fase de grupos, o Rio Preto promoveu quatro meninos para o time principal. Já o Tanabi, que se despediu na segunda fase, tem motivos para comemorar. Afinal, quatro garotos chamaram a atenção de empresários do mundo da bola e de olheiros de plantão. Vale a pena até aceitar a transferência deles em forma de parceria - cede os atletas de graça agora e tem direito a uma fatia do bolo em caso de negociação futura.

Das equipes da região, o Mirassol foi quem conseguiu ir mais longe na competição. A exemplo dos tanabienses, o Leãozinho possui uma meninada de qualidade, que pode lhe render bons frutos. Além dos garotos bons de bola, existem aqueles com nomes ou apelidos inusitados que participam da Copinha, como Zyan, Adryelson Shawan, Joanderson, Gleicer, Jardisson, Deylson, Wildson, Léo Cereja, Mosquito, Chaveirinho e tantos outros.

Entre os personagens atípicos, um vem se destacando. É o atacante Goteira, do Primavera de Indaiatuba-SP, vice-artilheiro do campeonato, com seis gols. Dirigentes, entretanto, sabem que uma “goteira” é muito pouco para molhar a horta. Por isso, esperam que ela se torne uma boa chuva para poderem cultivar melhores os seus frutos e ter uma colheita mais farta.

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