Diário da Região

21/07/2015 - 00h00min

editorial

Crise e prioridades

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A crise econômica que atinge o País e tem obrigado milhares de empresas a usar a criatividade para enxugar custos e definir prioridades inspirou a prefeitura de Valentim Gentil a cancelar uma tradicional festa de peão realizada todos os anos na cidade. A decisão foi tomada com base no resultado de uma pesquisa bancada pelo município para ouvir a opinião da população. O estudo feito entre 9 e 10 de julho mostrou que 60% de 1.520 entrevistados concordaram com o cancelamento da festa.

Quando o chefe do Executivo é eleito, ganha legitimidade para governar, mas não liberdade irrestrita para fazer o que bem entender. Consultar a população regularmente é um bom caminho a ser seguido pelo administrador compromissado em colocar o interesse público acima dos desejos particulares ou mais específicos. Considerando, obviamente, que o mecanismo de consulta seja eficaz e transparente, feito por instituição de reconhecida credibilidade, e que no final das contas não represente apenas uma troca de despesas.

Estabelecer prioridades, porém, não significa simplesmente abrir mão de um projeto supostamente supérfluo para garantir a realização de outro. É nesse contexto que sempre surgem os questionamentos sobre investimento de recursos públicos em setores como o da cultura e do esporte. Não é necessário nem fazer uma análise mais aprofundada para relacionar ambas as áreas, respectivamente, com a educação e a saúde. Tudo depende, é claro, do tipo de cultura e do tipo de esporte que se coloca à disposição da população.

No contexto da importância de ouvir a voz do povo, é oportuno lembrar que também existe a ferramenta das audiências públicas, como a que deve acontecer dia 5 de agosto na Câmara de Rio Preto. Na ocasião, representantes da sociedade terão a oportunidade de debater com os vereadores a lei que prevê obrigatoriedade de segurança 24 horas nos caixas eletrônicos de autoatendimento. Diante da ameaça dos bancos, de fechar os caixas mais cedo, os parlamentares chegaram a cogitar a extinção da lei, que agora vai merecer uma discussão mais abrangente.

De todo jeito, tanto no caso de Valentim Gentil quanto no de Rio Preto, o importante é que ao cidadão seja dada a oportunidade de participar das discussões e de mostrar que seu poder de decisão não precisa ficar restrito à escolha do seu representante nas urnas. Independentemente de vontade política, desde as manifestações apartidárias de 2013 a população brasileira tem dado demonstrações inequívocas desse amadurecimento. Democracia, enfim, se faz com mobilização popular, antes durante e depois do voto.

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