Diário da Região

23/01/2016 - 00h00min

editorial

Na contramão, sempre

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As equações nem sempre obedecem a lógica quando o assunto é combustível. Nesta semana, o barril do petróleo despencou para US$ 28, em um dos patamares mais baixos da história. Virou piada, já que o barril se tornou mais caro do que o petróleo propriamente dito. Para se ter ideia, em janeiro de 2013, o barril era vendido a US$ 113.

Por outro lado, quem foi abastecer o carro em Rio Preto levou um susto. Os preços da gasolina chegam a R$ 3,799, aumento de R$ 0,10 de um dia para o outro, e o do etanol R$ 2,69, aumento de R$ 0,20. Os donos de postos culpam os usineiros, que aumentaram o preço do etanol, que atingiu por tabela a gasolina, cuja composição leva 27% de álcool.

Ainda assim, o preço exorbitante da gasolina não se justifica. Em condições normais, combustíveis e outros derivados da commodity ficariam mais baratos, o que reduziria custos de produção e transporte de uma infinidade de produtos. Isso ocorre em vários países. Nos Estados Unidos, principal mercado consumidor, o preço do galão na bomba (3,8 litros de gasolina pura), caiu de US$ 5, em 2013, para menos de US$ 2 hoje.

Mas no Brasil a política da Petrobras anda na contramão do resto do mundo. A matemática de preços dos combustíveia inclui outros fatores como um monopólio estatal na condução dos preços, a crise econômica, crise política e a própria política.

A Petrobras, com problemas de caixa, não parece disposta a diminuir preços tão cedo.

A empresa fixa os preços dos combustíveis obedecendo o próprio critério e do governo, que é controlador da empresa, com o argumento de evitar volatilidade ao consumidor.

No entanto, essa política de andar na contramão do mercado mundial provocou um rombo nos caixas da estatal entre 2011 e 2014. Naquele período, a Petrobras manteve os preços abaixo dos internacionais para segurar a inflação. Resultado: a medida só fez crescer a dívida da empresa, que se agravou por causa do aumento do dólar. Sem poder de caixa, os investimentos caem, a Petrobras precisa aumentar a quantidade de gasolina que importa do exterior, que é paga em dólares. Analistas estimam que, de 2011 a 2014, a empresa perdeu algo entre R$ 46 bilhões e R$ 54 bilhões ao não reajustar os preços dos combustíveis à medida que o petróleo subia lá fora.

É um efeito dominó e, como sempre, para reparar as perdas, as barbeiragens e a corrupção, a conta é empurrada ao consumidor-contribuinte. Só para lembrar. Ainda nem entramos no mérito dos impostos, que no caso da gasolina é de 56,09%.

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