Diário da Região

14/04/2016 - 00h00min

Editorial

Velozes e irresponsáveis

Editorial

Números revelados em reportagem publicada pelo Diário da Região na edição de ontem mostram o alto grau de imprudência cometida por motoristas no trânsito de Rio Preto. No ano passado foram aplicadas 117.682 infrações, a grande maioria registrada pelo sistema de radares, e mais da metade por excesso de velocidade. Na comparação com igual período de 2014, quando foram aplicadas 83.671 multas, nota-se que houve uma disparada na ocorrência de todo tipo infrações.

Como consequência natural, a arrecadação com as multas também disparou, alimentando os cofres da Prefeitura. Em 2015 foi de R$ 12,4 milhões, 32% a mais que no ano anterior. O cenário de aumento, tanto no número de multas quanto de arrecadação, tem sido regra nos últimos anos.

Alguns fatores óbvios contribuem para esse avanço nas estatísticas das multas. Casos do crescimento da frota de veículos e da instalação de novos e mais potentes equipamentos de fiscalização eletrônica, com seus discutíveis critérios de localização e definição dos limites de velocidade, as deficiências de sinalização vertical (placas) e horizontais (solo), além da própria evolução da densidade demográfica.

São questões que ajudam a explicar, mas jamais podem ser usadas como justificativa. O ponto principal reside mesmo na imprudência, como mostra claramente o ranking das causas de infrações. Em primeiro lugar aparece o item que aponta velocidade superior à máxima permitida em até 20%. Em segundo, o avanço de sinal vermelho. Em terceiro, velocidade até 50% acima do permitido.

Obviamente, é do interesse da população que a fiscalização funcione com eficiência e só seja punido quem efetivamente tem culpa no cartório. Mas o manjado discurso da chamada “indústria da multa” só funcionaria diante de comprovação cabal de anomalias realmente comprometedoras, seja por incompetência administrativa ou mesmo dolo.

Até prova em contrário, não parece ser o caso. É o caso, isso sim, de se exigir que a administração municipal seja criteriosa no uso desses recursos milionários em melhorias do próprio sistema de trânsito no município, em paralelo aos sempre importantes projetos complementares, como as campanhas educativas.

Enquanto isso, o melhor e mais sensato a fazer é o motorista simplesmente cumprir sua obrigação de respeitar as leis do trânsito. E ter em mente o que tem sido defendido por especialistas, na série de reportagens especiais publicadas no Diário: em última análise, a paz no trânsito é nossa responsabilidade. De todos nós.

O melhor e mais sensato a fazer é o motorista cumprir sua obrigação de respeitar as leis

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