Diário da Região

10/03/2016 - 00h00min

Editorial

A rua esfarela. E eles nem aí

Editorial

De responsabilidade conjunta e direta das secretarias de Trânsito e Serviços Gerais, o serviço de tapa-buraco nas ruas de Rio Preto se revela um autêntico exemplo de desrespeito com a população e absoluta falta de zelo com o dinheiro público. Alguns dos exemplos mais tenebrosos foram mostrados em reportagem publicada pelo Diário na edição de ontem, com a constatação - da reportagem e de munícipes - de que os buracos fechados ressurgem em uma ou duas semanas. Um morador relatou que a cratera na frente do seu estabelecimento comercial reapareceu apenas dois dias depois.

A Secretaria de Trânsito é responsável pelo serviço de tapa-buraco; a de Serviços Gerais comanda a usina de asfalto e promove o recapeamento. Logo, nada mais natural que a Câmara, que tem o dever de fiscalizar o Poder Executivo, se interessasse pelo tema. Autoexplicativa, portanto, a apresentação de um requerimento pelo parlamentar Marco Rillo (PT), sugerindo a convocação dos secretários das respectivas pastas, João Roque Borges Souza e Ivano Pedro Rodrigues Filho, para que explicassem o motivo de tanta incúria.

Mas a Câmara, que já não surpreende, achou melhor não incomodar os dois secretários do prefeito Valdomiro Lopes (PSB). Com os votos contrários dos ilustres Carlão dos Santos (SD), Celso Peixão (PSB), Eduardo Piacenti (PPS), Gerson Furquim (PP), Maurin Ribeiro (PC do B), Paulo Pauléra (PP) e do líder do governo, Dourival Lemes (PSD), o interesse público foi mais uma vez colocado em segundo plano e a convocação, rejeitada. Ou esses senhores têm dificuldade para enxergar o estado precário das vias públicas ou acham que os dois secretários são simplesmente incapazes de prestar contas; ou ainda preferem não correr o risco de descobrir coisa pior.

Menos mal que o Ministério Público tenha se encarregado de abrir inquérito para investigar os motivos da lambança. O promotor Carlos Romani afirma, no documento, ser público e notório que o tapa-buraco realizado em vários locais é de péssima qualidade. Ele observa que o material na primeira chuva já se desfaz e questiona se a Prefeitura estaria usando o produto adequado. Quer saber se existe “um planejamento ou mesmo um plano de trabalho que venha atender toda a comunidade, pelo menos de conhecimento público”.

Que o promotor Romani tenha sucesso nessa empreitada e consiga ajudar a sociedade a conhecer e resolver o problema. A população de Rio Preto não pode continuar sendo submetida a tanto descaso sem ao menos saber o que está acontecendo.

Vereadores não querem que secretários expliquem a buraqueira

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