Diário da Região

02/09/2016 - 00h00min

editorial

O papel da Guarda

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Ao apresentar propostas para o setor de segurança pública na série de reportagens que o Diário publica dentro do projeto de cobertura das eleições 2016, os candidatos a prefeito de Rio Preto reagiram com divergência sobre como deveria ser a atuação de uma corporação concebida sob o signo da polêmica. Trata-se da Guarda Municipal, que nunca teve uma linha de atuação bem definida e, por isso, integra o rol dos desafios mais específicos do próximo prefeito, mais ainda com efetivo quadruplicado em relação à sua origem, no início dos anos 2000. São 240 integrantes.

Criada para cuidar do patrimônio público, especialmente unidades de saúde, instituições de ensino, ginásios esportivos e instalações administrativas, a equipe foi logo deslocada para atuar também no trânsito. Primeiro, auxiliando na organização de fluxo de veículos em locais de congestionamento, defeitos de semáforos e pontos de obras; depois, com prerrogativa de aplicar multas em motoristas infratores, gerando uma certa redundância com a Polícia Militar.

A discussão do momento é sobre a possibilidade do uso de armas. Como a Prefeitura mostrava resistência, os próprios guardas - 80% deles - conseguiram na Justiça autorização para atuar armados, por conta própria. Agora, o governo municipal decidiu que vai comprar armamento e padronizar a corporação, o que tem gerado preocupação e dúvida sobre o nível de preparo dos profissionais para o manuseio do equipamento. O mínimo a se esperar é que, antes de passar a usar armas oficialmente, recebam treinamento adequado.

Obviamente, cabe à administração pública definir onde e de que forma a corporação deve atuar, desde que essa atuação esteja dentro das especificações de ordem legal e técnica. Seja lá como for, porém, é importante que a Prefeitura seja criteriosa o bastante para conseguir calibrar o campo e a forma de atuação, e acima de tudo que procure identificar as prioridades, com dinamismo de gerenciamento.

Certo é que a Guarda Municipal deixa de ser produtiva se, conceitualmente falando, usar sua estrutura para insistir em ficar dando tiro para todo lado. Fato é que demandas não faltam em Rio Preto para que a corporação retome suas origens e vocações iniciais e passe a atuar mesmo naquilo em que pode ser mais útil à população: na segurança e na fiscalização de bens públicos, imediações de escolas, postinhos de saúde, pontos de apoio, sistema de abastecimento de água e saneamento básico, entre outras instalações estratégicas e grandes eventos de responsabilidade do município.

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