Diário da Região

27/07/2016 - 00h00min

editorial

Escolinha do perigo

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Revelações contidas em levantamento do Ministério Público sobre as precárias e suspeitíssimas formas de atuação de uma escolinha de futebol em Rio Preto mostram a ponta de um enorme iceberg a ser descoberto. Iludidos pela promessa de realização de um sonho, adolescentes são submetidos a uma vida de privações e perigo, e ainda são obrigados a pagar por isso, convencidos pela lábia de especialistas na prática do estelionato.

O estudo do promotor André Luís de Souza constatou que os menores, muitos deles vindos de cidades distantes, eram alojados em hotel localizado na região da estação rodoviária, em trecho conhecido pela frequência noturna de traficantes e usuários de droga, além de ser reduto de prostituição. Um setor da cidade, aliás, há muito tempo negligenciado pelas autoridades que têm o compromisso de zelar pela eficiência das estratégias de segurança pública.

Além de alojar menores em lugar tão comprometedor, os responsáveis pela tal escolinha denominada Derac não se preocuparam sequer em garantir alimentação adequada e muito menos se lembraram de cuidar da frequência escolar dos meninos. Mais: os candidatos a futuros atletas participavam das atividades físicas sem qualquer tipo de exame médico.

Na reportagem publicada sábado pelo Diário da Região, o diretor da escolinha, Arino Alves, responsabilizou o “olheiro” conhecido por Orley Vital - a pessoa encarregada de observar garotos e convidá-los para testes. Por sua vez, Vital apenas negou, sem explicar. Terão, ambos, a oportunidade de tentar convencer a Justiça de que, na verdade, são devotos da benemerência.

Verdade mesmo é que não existem muitos argumentos para justificar uma prática recorrente em todo o País, e que só continua a existir e a aumentar exatamente porque os mercadores de ilusão, que chegam a contar com a conivência e a irresponsabilidade inclusive de parte dos pais desses garotos, parecem estar certos de que o crime compensa. Ignoram os mais elementares princípios contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Personagem relativamente conhecido do mundo das peneiras futebolísticas no interior do Estado, o tal olheiro Orley Vital coleciona um considerável histórico de confusões do mesmo tipo, nesta e em outras regiões. Definitivamente, é um sujeito que confia muito no modo pelo qual conduz suas aventuras, sempre com o apoio de um inocente útil ou de algum espertalhão vacinado. Desta vez, porém, o direcionamento dado pelo Ministério Público é particularmente robusto e alvissareiro. Que a Justiça se encarregue de tirar de circulação esse tipo de figura, junto com seus parceiros de patranhas.

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