Diário da Região

13/08/2016 - 00h00min

Editorial

Escondendo o Aedes

Editorial

Com 15.756 casos confirmados de dengue até o final de julho, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde no dia 1º de agosto, Rio Preto já superou os 11.389 registros relativos ao mesmo período do ano passado. O total de 2016 já é o quarto de maior incidência da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Perde apenas para os 24.287 de 2010, para os 18.689 de 2013 e para os 21.735 de 2015. Como os números deste ano ainda são parciais, 2016 pode se consolidar como o de maior epidemia desde que a medição começou a ser feita no município. Trata-se, portanto, de quadro muito preocupante, merecedor de atenção redobrada tanto da parte das autoridades da saúde pública quanto da população em geral.

Diante dessa situação, seria natural esperar que a administração municipal desse importância para uma estratégia fundamental no enfrentamento de epidemias: o uso da ferramenta da comunicação, com riqueza de detalhamento e atualização constante de informações a respeito da ocorrência dos casos de dengue. Mas a Prefeitura insiste em fazer exatamente o contrário. No começo, a divulgação das confirmações era feita diariamente nos boletins emitidos pelo município. Desde o ano passado, porém, a Prefeitura passou a divulgar apenas a cada 15 dias. Não satisfeito, o governo do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) resolveu jogar um pouco mais de nebulosidade nos dados que são de interesse de toda a população. Agora, a determinação é para que o boletim seja atualizado atualmente apenas a cada 30 dias. A Prefeitura passou a tratar os dados da dengue como segredo de Estado.

Ao alegar que a limitação - fora de períodos de pico - está em sintonia com práticas usadas em todo o País, inclusive com a concordância do Conselho de Saúde e do Ministério Público, a Prefeitura desconsidera uma questão fundamental. A de que estamos diante de uma realidade diferente, em que os alertas devem ser reforçados em razão do avanço de outras doenças transmitidas pelo Aedes - estão aumentando os casos de zika vírus e chikungunya.

Essa postura pode contemplar o interesse político e eleitoreiro, mas funciona como um verdadeiro desserviço para o cidadão. A população precisa ser alertada regularmente sobre os registros da doença, para que seja estimulada a manter vigilância constante numa guerra que não aceita trégua. Que a Prefeitura reveja essa decisão e volte a dar ampla publicidade aos casos de dengue. Manter essa caixa-preta fechada é mais do que deboche. É irresponsabilidade com a saúde pública.

 

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