Diário da Região

05/06/2016 - 00h00min

Editorial

Socorro sem fronteiras

Editorial

É possível compreender, mas não é possível aceitar a situação colocada à Santa Casa de Rio Preto que, em razão do subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), está condicionada a fazer distinção entre quem mora no município e quem vem de fora. O provedor da instituição, Nadim Cury, afirmou ao Diário que só pode atender, por orientação da Prefeitura, paciente de outras cidades se a pessoa chegar "morrendo, enfartada" - e só até estabilizá-la, providenciando transferência logo em seguida.

A restrição ocorre em razão do entendimento de que o repasse mensal de R$ 3,9 milhões feito pela Prefeitura deve ser destinado ao custeio de pacientes moradores de Rio Preto. Doentes de toda a região buscam socorro na Santa Casa, que também recebe verba do Estado - R$ 287 mil mensais. Valor insuficiente, segundo o provedor, que, apesar das cenas comuns de pessoas entulhadas nos corredores, garante ter condições estruturais de atender mais que a média diária de 700 pessoas.

Fenômeno bizarro ocorre na região. Enquanto Santa Casa e Hospital de Base (HB) recebem milhares de pacientes para atendimentos complexos, instituições vizinhas têm baixa taxa de ocupação. Em Novo Horizonte, por exemplo, a Santa Casa já chegou a estar com 70% dos leitos ociosos. Melhor direcionamento de pacientes - analisadas as circunstâncias caso a caso, evidentemente - seria mais de meio caminho andado para resolver esse tipo de impasse.

Na era da informação e das inovações tecnológicas, seria de se esperar da União e do Estado, por meio de suas direções regionais de saúde e em sintonia fina com as prefeituras, o aprimoramento do sistema de regulação de vagas e, assim, também organizar a distribuição de recursos. Neste sentido, a propósito, é muito oportuno que se proceda o anunciado pelo secretário de Estado da Saúde, David Uip, sobre o início de uma série de auditorias em hospitais, grandes e pequenos, para saber como estão administrando os recursos públicos e oferecer, sendo o caso, apoio para aprimoramento de gestão. Contanto, claro, que não seja apenas uma tentativa de arrumar justificativa para o descaso. No mais, transparência não faz mal a ninguém e quem não deve não tem motivo para temer. O Brasil exige jogo limpo no uso do dinheiro público.

Enquanto essa reorganização não chega, o que não pode acontecer é a omissão, inclusive e principalmente a omissão de socorro. Independentemente de sua origem, paciente que chega a qualquer unidade de saúde e qualquer hospital - inclusive particular - não pode simplesmente ser mandado de volta para casa, em razão de burocracia criminosa. Que sempre prevaleçam o bom senso, a responsabilidade e o juízo.

 

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