Diário da Região

09/09/2016 - 00h00min

editorial

Mais técnicos, menos políticos

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Expectativa natural da população e até promessa de alguns candidatos, a nomeação para cargos públicos levando em conta o perfil e a capacitação profissional, e não o interesse político do padrinho de plantão, lembra o que Thomas Morus (1478-1535), pensador e estadista inglês, imaginou como uma sociedade perfeita e convencionou chamar de utopia. Em seu entendimento, ele assim definia o local ideal, o sonho desejado, ainda que irrealizável, o mundo onde tudo deveria funcionar. Paraíso, enfim, segundo a concepção bíblica.

Muito mais esclarecida nos tempos atuais e escaldada pelo megaesquema de corrupção revelado no curso da Lava Jato, a população certamente não vai às urnas com a ingenuidade de acreditar em milagres. Sempre terá um mínimo de discernimento para fazer sua escolha sem acreditar cegamente em contos da carochinha. É o que se espera pelo menos entre os eleitores que escolhem o candidato considerando o que ele pode fazer pela cidade, e não esperando benefícios pontuais, troca de favores, apadrinhamentos inescrupulosos e outras excrescências.

Lamentavelmente, tem sido regra a nomeação pelo critério político, não pelo perfil técnico. O loteamento de cargos começa já no momento das negociações para formação de alianças. O candidato a vereador se alia ao prefeiturável já de olho numa secretaria, que pode ocupar até se não for eleito para o Legislativo - ganha seu naco em retribuição ao servilismo. Em efeito cascata, já prepara a sua própria lista de apaniguados que pretende contratar, de preferência aqueles com vocação para laranja e até devolver para o bolso do padrinho alguns trocados do seu generoso vencimento custeado pelo cofres públicos.

É nesse círculo literalmente vicioso que ocorrem as nomeações e contratações. Vai cuidar do esporte alguém que desconhece até o formato de uma bola; responde pela cultura o sujeito que nunca leu um livro; dirige a pasta da educação quem mal formula uma frase e erra na soma de dois mais dois; comanda a agricultura o cidadão que, no máximo, planta bananeira. Mas todos, sem exceção, têm habilidade de sobra para operar o milagre da multiplicação de benesses e jogar o velho jogo do toma lá dá cá.

Como as nomeações por critério político sempre dependem da decisão de algum político, convém à população ficar muito atenta no momento de eleger aquele que será seu representante. A ocasião é oportuna para se cultivar o hábito de investigar profundamente a vida pregressa dos candidatos. O passado deles diz muito sobre o que podem e vão fazer no futuro.

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