Diário da Região

08/06/2016 - 00h00min

Editorial

O recado de Francisco

Editorial

Tolerância zero com padres e bispos que se envolvem em escândalos sexuais, principalmente pedofilia, determinou o papa Francisco, em pronunciamento no último final de semana. “Nós não podemos encobrir e aqueles que os acobertam são culpados, incluindo alguns bispos”, afirmou. Francisco lembrou que “os abusos sexuais ocorrem em toda parte: no ambiente doméstico, vizinhança, escolas, recintos desportivos. Mas quando um padre comete um abuso, é muito grave, porque o seu objetivo é fazer a criança crescer, no amor de Deus, em direção à maturidade emocional, para o bem”.

Seguindo à risca essa orientação do pontífice, e por força de sua própria convicção, o arcebispo de Uberaba, dom Paulo Mendes Peixoto, ex-bispo de Rio Preto, acaba de afastar um padre de Frutal-MG, a 110km de Rio Preto, preso sob acusação de abuso contra um garoto de 15 anos, que tem deficiência mental. A polícia apreendeu provas que complicam a situação do acusado, como as imagens encontradas em seu celular. Além disso, tem o depoimento da vítima, importunada no breve momento em que permaneceu no interior de uma sauna, em Caldas Novas. Segundo a polícia, o sacerdote sequer mostrou desconforto para falar sobre o assunto.

“O referido padre foi privado do “uso de ordens”, pelo senhor arcebispo, dom Paulo Mendes Peixoto, ou seja, não tem jurisdição para presidir ou administrar qualquer sacramento”, diz nota no site da arquidiocese de Uberaba, que agiu prontamente e com transparência, como era de se esperar. E isso está longe de representar um prejulgamento. As evidências, os indícios e as circunstâncias são suficientes para que se aplique ao fato, com toda segurança, o conhecido provérbio da mulher de César, da Roma Antiga: mais do que ser honesto, é preciso parecer honesto.

O conceito de tolerância zero deve nortear reações a esse tipo de ocorrência, independentemente da condição do envolvido. No contexto do celibato, o fato de um religioso ter esse tipo de envolvimento sexual já não pode ser considerado normal, ainda que seja com pessoa maior. Sendo um menor, muito pior. Sendo a vítima também portadora de uma deficiência intelectual, aí já começam a faltar palavras para a melhor das definições.

Para a sociedade e perante a lei, o que importa é o esclarecimento completo em relação à vítima e ao acusado. Que não paire nem sombra de dúvida e que, comprovada a culpa, seja estabelecida a pena de direito. Por outro lado, espera-se que o papa Francisco continue a ser a inspiração para que as lideranças da Igreja em todo o mundo não sejam negligentes nem partícipes e não contribuam para o acobertamento de abusos dessa gravidade. A Igreja deve satisfação aos seus milhões de fiéis em todo o mundo.

 

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