Diário da Região

20/08/2016 - 00h00min

editorial

Hora de fiscalizar

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O juiz eleitoral Zurich Oliva Costa Netto foi direto ao assunto em reportagem que o Diário publica na edição de hoje. Em tom de aconselhamento, mas em claro alerta, afirmou que espera bom senso dos candidatos, disse que a expectativa é por uma campanha marcada pela cordialidade e fez um pedido especial: para que os eleitores fiquem atentos às promessas dos candidatos. Seguindo esse mesmo raciocínio, podemos acrescentar que outro ponto fundamental é que os eleitores tomem a iniciativa de denunciar irregularidades durante a campanha que está apenas começando, com vistas às eleições do dia 2 de outubro.

Qualquer cidadão pode documentar as denúncias de diversas formas. Inclusive por um meio moderno e prático, fazendo uso de um aplicativo, conhecido como “pardal”, para celulares e tablets A ferramenta foi lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - e em fase de implantação - como forma de facilitar o envio de informações sobre propaganda irregular, uso indevido da máquina pública, compra de votos, entre outras ilicitudes. As informações terão acompanhamento do Ministério Público Eleitoral para agilizar as averiguações da consistência e tomada das providências conforme o caso.

Em tempos de Lava Jato e diante do total descrédito da política, esse alerta é ainda mais oportuno. Em Rio Preto, são quase 300 candidatos que já começaram a caça ao voto. Pela característica de uma eleição municipal, na qual o eleitor está próximo do candidato, essa participação ganha ainda mais relevância. Cada cidadão pode, se tiver interesse em se aprofundar no seu dever cívico, assumir o papel de fiscal da Justiça Eleitoral e dar uma fabulosa contribuição denunciando irregularidade e crimes eleitorais - na internet, nas ruas, nos outdoors e cavaletes, que estão proibidos nesta campanha, ou ainda atos mais graves, como as famosas churrascadas eleitorais em que o candidato banca comida e bebida na esperança de fisgar o voto do eleitor incauto ou simplesmente corrupto.

Portanto, candidato que se acha muito esperto pode se dar muito mal nesta campanha e acabar punido com o rigor previsto na lei a partir da simples contribuição de um eleitor. Tudo vai depender da participação dos cidadãos, obviamente daqueles que não têm qualquer interesse particular nem preferência por um candidato específico e está interessado apenas em ficar bem informado para escolher seu representante por meio de eleições que transcorram de forma correta e equilibrada. Isso é mais do que acompanhar o processo eleitoral feito mero espectador passivo. É participar. Fiscalizar. Exercer papel de cidadão com toda abrangência que a palavra representa.

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