Diário da Região

28/08/2016 - 00h00min

editorial

É preciso destravar

editorial

O Brasil acompanha com angústia o desenrolar truncado do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Do ponto de vista econômico, o sofrimento é explicável: a cada dia que passa a conta fica mais cara e a Nação amarga um enorme prejuízo. A esperança é de que o desfecho do caso finalmente dê ao País condições de retomar a vida.

Os estragos são generalizados, principalmente para o lado do trabalhador. Que o digam as milhares de família que perderam sua fonte de renda e agora vivem de bico, da venda do pouco que têm ou, quando não dá mais, da inadimplência. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última semana pelo Ministério do Trabalho, revelaram que em julho o País perdeu 94.724 postos de trabalho em julho. No acumulado do ano, 623.520 empregos deixaram de existir e em 12 meses, 1,7 milhão.

Neste momento, a instabilidade no cenário político castiga a economia, pois o empresariado aguarda definições importantes para tirar projetos da gaveta e capital dos bancos para investir na produção. Os investimentos sempre envolvem grandes somas, recursos demais para bancar jogadas arriscadas. O Brasil vive um estado de interinidade, aguardando no corredor do hospital a chegada do médico que avaliará se o paciente volta para casa ou se vai para cirurgia.

É notável que, mesmo sem uma definição sobre o comando do País, a simples perspectiva de mudança estimulou alguns suspiros do paciente moribundo. Em junho, por exemplo, o IBGE detectou uma discreta retomada da produção industrial (crescimento de 1,1% em relação ao mês anterior, mas em 12 meses a atividade produtiva acumula perda de 9,8%). É também de se notar melhoras nas expectativas do mercado em relação a 2017.

As constantes manobras no Congresso para arrastar esta internação desesperadora indefinidamente, até quando der, são, no mínimo, uma atitude irresponsável. À cata de manter nas mãos migalhas de poder e fichas que garantam alguma vantagem pessoal, os defensores de Dilma insistem no discurso do golpe para adiar o inevitável.

É de se esperar que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que conduz os trabalhos no julgamento do processo da impeachment, saiba desarmar estas artimanhas e conduzir o processo com ordem, consistência e celeridade. O Brasil precisa fechar este triste capítulo de sua história para destravar a economia, promover a retomada do crescimento e salvaguardar o sustento das famílias brasileiras. Mais do que uma questão política, é questão de sobrevivência.

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