Diário da Região

30/08/2016 - 00h00min

editorial

Os candidatos e a saúde

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Setor dos mais relevantes da administração municipal e detentor de uma das maiores fatias do orçamento, a saúde pública não conseguiu inspirar os candidatos a prefeito de Rio Preto nas respostas apresentadas ao Diário na edição de domingo. Nenhuma ideia realmente inovadora, mais do mesmo e a superficialidade de sempre na primeira rodada em que tiveram a oportunidade de apresentar o plano de governo por áreas específicas.

De um modo geral, ninguém se preocupou em detalhar como e quando pretende colocar suas propostas em prática. A tônica foi o discurso genérico, no qual se promete o tudo e se compromete com o nada. Dizer que vai combater o Aedes aegypti com mais campanha educativa e mais agentes nas ruas é afirmar o óbvio já existente. Anunciar que vai acabar com a demora nos agendamentos para exames e consultas sem explicar como pretende atrair mais médicos para o serviço público é falsear na resposta.

A propósito, impressionante a forma como a maioria se comportou - em cima do muro - ao responder se é favorável ao controle por ponto eletrônico de expediente dos médicos. Uma resposta mais firme poderia sinalizar a disposição de fiscalizar e punir eventuais infrações. Essa previsão de controle mais rígido ajuda a desencorajar interessados, porém, não é esse o único gerador do desinteresse que tem levado à falta de médicos em diversas especialidades. É natural também que o profissional não se sinta estimulado quando a estrutura não é das mais adequadas e quando às vezes até sua integridade física fica em risco. Diante da precariedade estrutural, tem sido comum o paciente ficar estressado e descontar sua insatisfação no profissional que o atende, quando atende.

Não é aceitável para uma cidade do porte de Rio Preto que moradores tenham de esperar até seis meses para uma consulta ou por exames. É inaceitável que pacientes sejam submetidos a erros de diagnóstico ou à peregrinação entre postos de saúde. É inconcebível que a rede pública não disponha de um sistema de informatização confiável e produtivo. É incrível que tenham sido registrados até casos de cachoeira jorrando pelas paredes internas de uma das unidades de saúde cheia de infiltração e danos em telhados.

Não adianta apenas manter postinhos abertos até mais tarde, sem especialista e sem estrutura. Não adianta dizer que vai elevar a destinação orçamentária sem apresentar um plano concreto e exequível, que não signifique mais dinheiro jogado fora. Definitivamente, o sistema público de saúde de Rio Preto precisa de uma reengenharia.

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