Diário da Região

22/10/2016 - 00h00min

Editorial

A farra da ‘prefeiturinha’

Editorial

Em quatro anos como vereador e depois como secretário de Esportes do governo Valdomiro Lopes, Francisco Júnior (DEM) deitou e rolou politicamente com a falta de critério do auxílio-atleta, dinheiro público que a Prefeitura de Rio Preto deveria injetar em atletas, como a própria denominação do benefício sugere. Mas a inesgotável quantidade de brechas na lei fez o tal auxílio virar uma farra, que favorece a qualquer um que tenha um bom pistolão político.

Agora, fora do cargo de secretário e com a perspectiva de perder o controle da pasta a partir de janeiro, quando muda o governo, o vereador marcou audiência pública na Câmara de Rio Preto na quinta-feira, 27, para discutir “mudanças” na lei, que assegura o benefício. Júnior só pode estar brincando ou acha que a população rio-pretense é composta por bandos de trouxas.

Reeleito com 6.588 votos, em quarto lugar entre os mais votados, o vereador é acusado por adversários (e até aliados) de ter aparelhado a Secretaria de Esporte, que chefiou de 2014 até abril deste ano. Júnior saiu, mas deixou por lá um companheiro sugestivamente apelidado de “flanelinha”, só guardando vaga do antigo titular. Convencionou-se a dizer, no politiquês rio-pretense, que Júnior criou, com a anuência e a vista grossa do prefeito Valdomiro Lopes (PSB), uma “prefeiturinha” dentro da Prefeitura.

E um dos carros-chefes dessa rede particular de troca de favores que Júnior montou dentro da secretaria foi justamente o auxílio-atleta, concedido sem nenhum rigor, com base em “brechas legais” que só agora Júnior quer mudar. Ele tem razão. Precisa mudar mesmo, a começar pelo próprio ex-secretário, que após defender o “time” de Valdomiro nas eleições, resolveu espertamente flertar com o prefeito eleito, Edinho Araújo (PMDB), na esperança de ser reconduzido à pasta que controla os benefícios pagos a um exército de fantasmas, sobretudo cabos eleitorais, como mostrou reportagem do Diário na edição de ontem.

Depois desse tempo todo tirando proveito do projeto e turbinando os gastos públicos em ano eleitoral - R$ 7 milhões só em 2016, no balanço ainda parcial - o senhor Júnior tem a desfaçatez de se dizer interessado em moralizar a “lei antiga que precisa ser readequada e dada transparência aos beneficiados”. O futuro prefeito sabe muito bem que Júnior está moralmente impedido de comandar a Secretaria de Esportes - ele ou qualquer elemento que venha a ser o seu “laranja”. Se Edinho embarcar nessa lorota, não será por interesse público, mas por inescrupulosa acomodação política, alta traição que merece, desde já, os mais eloquentes votos de repúdio.

 

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