Diário da Região

02/07/2017 - 00h00min

Editorial

Da crise à oportunidade

Editorial

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A decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de reduzir a meta da inflação, anunciada na última quinta-feira, 29, poderia ser motivo de comemoração, não fosse o cenário que acompanha a medida. Após permanecer 14 anos em 4,5% ao ano, tomando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) como referência e com uma margem de tolerância de 2 pontos porcentuais para mais e para menos, em 2019 a meta será de 4,25% ao ano, com variação de 1,5 ponto.

Em outras circunstâncias, a redução da meta nas condições anunciadas representaria dois avanços significativos para a economia brasileira. Primeiro, indicaria a queda da inflação decorrente do fortalecimento da moeda a partir de uma economia com crescimento consistente. Em segundo, demonstraria um ajuste de sintonia fina do bisturi monetário do Banco Central, capaz de fazer cortes mais precisos na economia a ponto de minimizar margens de tolerância. Infelizmente, não é nada disso.

O Brasil exibe uma impressionante e intrigante depressão inflacionária, iniciada em fevereiro do ano passado, com pequenos repiques em maio e agosto. Em janeiro de 2016, o IPCA acumulado em 12 meses registrou 10,71%, a extremidade de uma longa curva positiva. A desaceleração quase constante ocorre em paralelo ao desmoronamento do Produto Interno Bruto (PIB), que acumula perdas desde 2011, mais dramaticamente a partir de 2014. Assim, não é difícil compreender que a redução da inflação se dá face à incapacidade da economia de estimular o consumo, com o País lançado no angustiante atoleiro da recessão.

Mais que reduzir metas e margens inflacionárias, é necessário reencontrar o caminho do crescimento para o Brasil. É preciso destravar a economia, o que significa diretamente dar solução rápida às reformas em andamento no Congresso e definir o futuro da administração federal. O clima de incertezas faz retrair os investimentos de maior volume, que estimulariam novos negócios e fariam girar as pesadas engrenagens do desenvolvimento. Sem ter alguma segurança de como estará o cenário econômico dentro de cinco ou dez anos, os empreendimentos estratégicos não saem do papel e os empregos não entram na Carteira de Trabalho.

Felizmente, há movimentos descolados da crise. Aqui e ali, ouve-se notícia de um ou outro empreendimento. São de inestimável importância neste momento e demonstram que, sim, há vida além da crise. O desafio, agora, é retomar o ambiente de segurança econômica, esfarelada sob a condução inconsequente de seguidos governos. É preciso converter a crise em oportunidade.

 

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