Diário da Região

14/09/2017 - 00h00min

Editorial

Poder paralelo na escola

Editorial

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Impressionante, inédito e estarrecedor o relatório produzido pela direção da Escola Estadual Professora Alzira Valle Rolemberg e encaminhado ao juiz da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, detalhando o nível de degradação imposto àquela unidade pelo poder paralelo de um grupo composto por ao menos dez delinquentes. São estudantes da própria escola, acostumados a xingar e ameaçar professores, distribuir agressões, colocar fogo em objetos, mexer com drogas, vandalizar o patrimônio público e até molestar sexualmente as colegas de sala de aula.

Lamentavelmente, o caso da escola Alzira está longe de ser isolado. Reportagens do Diário vêm mostrando ao longo dos anos que a criminalidade está incorporada à rotina de instituições públicas de ensino de Rio Preto. Além da ousadia dentro das escolas, existe a ação do tráfico nos portões e nas imediações, inclusive à luz do dia.

A casa do saber virou campo de batalha. O clima é de permanente tensão. É o que mostram, por exemplo, dados do Estado obtidos pelo Diário com base na Lei de Acesso à Informação e publicados em fevereiro: nos anos de 2015 e 2016, somando todas as ocorrências dentro das 38 escolas estaduais de Rio Preto, foram 34,3 mil casos de conflitos, 13.481 entre educadores e estudantes.

Elaborar uma extensa ficha corrida, especificando caso a caso, aluno por aluno, foi a maneira que a escola encontrou para pedir socorro ao juiz conhecido como linha-dura e que tem procurado mudar essa realidade. Diante de tão dramático e corajoso apelo por ajuda, o juiz Pelarin, em sintonia com o Ministério Público, se encarregará de determinar medidas adequadas a cada situação, de acordo com seu histórico de atuação no município, inclusive para que não prevaleçam a sensação e a certeza da impunidade.

Obviamente, a solução não se esgota no âmbito da Justiça e na ação de autoridades especializadas. A questão é maior, transborda para o campo das políticas públicas, com demandas para setores de educação, segurança pública, saúde e assistência social.

Entretanto, o governo Alckmin não parece levar tudo isso muito a sério. Ao ser questionada sobre o poder paralelo de alunos delinquentes instalado dentro da escola rio-pretense, a Secretaria de Educação do Estado insistiu que conta com professores-mediadores, enalteceu o que chamou de “uma série de programas com a finalidade de prevenir e instituir a cultura de paz em todas as unidades de ensino” e se definiu como “atuante na política de prevenção e encaminhamento de jovens”. Sobre o caso concreto, apenas cara de paisagem.

 

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