Diário da Região

12/07/2017 - 00h00min

Editorial

O ovo da serpente

Editorial

São graves as revelações do governo Edinho Araújo sobre a série de falhas no projeto do novo terminal urbano de ônibus de Rio Preto. Uma obra milionária, com custo inicial de R$ 47,7 milhões já atualizado para R$ 57,5 milhões graças a dois aditivos contratuais, está atrasada, vai atrasar mais ainda e, como se não bastasse, vai ficar mais cara. A empresa responsável pelo contrato admite à Prefeitura que trabalha no escuro para redefinir pontos de fundação e instalação de pilares de sustentação. A cada alteração de projeto, nova burocracia, em busca de aprovação da Caixa Econômica Federal.

Estamos diante de uma gambiarra institucionalizada, e parte importante da obra está sendo tocada às cegas, como se observa nas explicações oficiais. “O projeto prevê interligação entre o terminal atual e o novo, precisamos fazer novos ajustes por causa de adutoras de água do Semae. Não tem como saber onde há adutora. O projeto está sendo revisto por causa disso”, diz o assessor da Secretaria de Obras Akira Wakai, fazendo coro às justificativas do prefeito Edinho Araújo e do secretário de Planejamento, Israel Cestari. O governo teme encontrar um novo problema a cada buraco perfurado. É o ovo da serpente, chocado no subsolo da praça e, aos poucos, mostrando o tamanho do monstro à medida que recebe os primeiros raios de sol.

Ao tentar se eximir da responsabilidade, o ex-prefeito Valdomiro Lopes cai em contradição e só confirma a bizarrice. “A questão é que o Semae não tem levantamento das adutoras que passam ali. É uma região muito antiga da cidade e o Semae não tinha o mapa dessa região. É uma das partes mais antigas da cidade”, diz ele. No mínimo, Valdomiro confessa que o Semae - ainda no seu governo - e os executores do projeto não tiveram a preocupação de estabelecer, de antemão, um sistema colaborativo e de interface que permitisse saber ou ao menos desconfiar sobre o que poderia existir por baixo do terreno em que seria erguida uma obra dessa envergadura.

Outra questão é o acesso de ônibus a partir da avenida Alberto Andaló. Não pode ser resolvido simplesmente desviando o fluxo para o viaduto Abreu Sodré, até se chegar a uma tímida alça à direita, na baixada, quase no encontro com a avenida Philadelpho, como sugere Valdomiro. Nem precisa ser especialista para concluir que vai criar um gargalo capaz de imobilizar todo o trecho, mesmo fora de horários de pico. Impensável criar uma faixa exclusiva de ônibus - basta comparar com a realidade dos corredores da própria Andaló, que tem um pouco mais de espaço e não passa de paliativo.

Um novo viaduto será necessário, uma vez que não faz sentido insistir na “solução-problema” de continuar cortando a passagem de nível da estrada de ferro nas ruas Bernardino e General. Mais alteração de projeto, mais dinheiro. O prefeito já declarou que não concorda com o terminal naquele local. Mas não pode mais mudar essa realidade. Que saiba tratar desse tema com a grandeza e a responsabilidade que se espera dos grandes homens públicos.

 

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