Diário da Região

06/09/2017 - 00h00min

Editorial

Mercado imobiliário em crise

Editorial

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A brutal recessão provocada por anos de inépcia da política econômica lulopetista (com o protagonismo desastroso de Dilma Rousseff) transformou para pior a vida de milhões de brasileiros. A inflação disparou em 2016, levando à carestia e à perda no poder de compra dos salários. Para piorar, o Brasil atingiu impressionantes 14 milhões de desempregados. Só agora é que a economia parece dar seus primeiros sinais de recuperação, com uma tímida reação do PIB no primeiro semestre e à ligeira queda do desemprego, ainda que sustentado por vagas informais e, por isso mesmo, precárias.

Tal qual rastilho de pólvora, a recessão espalhou-se por toda a economia, incluindo aí o setor imobiliário. Em 2016, auge da crise, a Caixa Econômica Federal (CEF) tomou de volta impressionantes 17 mil imóveis financiados por falta de pagamento das parcelas, 27,6% a mais do que no ano anterior. Em números absolutos, houve um aumento de 4 mil unidades, conforme reportagem publicada neste domingo, dia 3, pelo Diário.

Por trás dos números frios escondem-se dramas familiares comuns: chefes de família que perderam o emprego ou que viram seus salários serem comidos pela inflação de repente não conseguem mais pagar as parcelas mensais contratualizadas com a CEF, de longe o maior banco de fomento habitacional do País. Em consequência, a CEF busca a renegociação do contrato, com duas opções mais utilizadas: recalcular o saldo devedor e utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ao menos parte do valor em atraso. Mas nem sempre isso é possível, e aí o banco faz valer a lei 9.514/97: retoma o imóvel e o disponibiliza em leilão.

Esse drama é consequência direta do boom imobiliário que tomou conta do Brasil entre o fim da última década e o início da atual, quando havia crédito farto, o que propiciou um endividamento além do considerado seguro. Agora, a conta veio salgada, tanto para a União, cada vez mais endividada (o déficit fiscal deste ano deve chegar a R$ 159 bilhões), quanto para os cidadãos.

Não será nada fácil para o País superar a incompetência da dupla Lula e Dilma na condução da economia brasileira. Se o primeiro perdeu a oportunidade de aproveitar o boom das comodities para criar condições mais sólidas de crescimento do PIB, a segunda se perdeu gastando o que não tinha em nome de uma “política desenvolvimentista” que só resultou em crise e corrupção, como ora se vê. Nos últimos meses, o mercado imobiliário tem esboçado alguma reação, depois de longa hibernação recessiva. Para alívio de tantos que apostaram no sonho da casa própria.

 

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