Diário da Região

29/07/2017 - 00h00min

Editorial

Erro de digitação

Editorial

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O argumento apresentado à Justiça pelo vereador Francisco Júnior (DEM) para se explicar sobre a investigação de fraudes no programa Auxílio-atleta soa como deboche. Em meio ao tsunami de provas documentais e testemunhais mostradas em reportagens, na própria CPI que investigou a farra e nas apurações do Ministério Público, o parlamentar rio-pretense subestima a capacidade do Judiciário ao afirmar que tudo não passa de “erro de digitação”, “equívoco administrativo” e “notória perseguição” da imprensa.

Muitos dos beneficiados pelo auxílio-atleta eram técnicos desportivos que davam aulas para crianças em variadas modalidades esportivas, com cunho social e educacional, diz o vereador, que foi secretário de Esportes. O que se questiona, entretanto, não é o que estava certo, mas o que estava errado. Como exemplo, a sua prevaricação ao conhecer o vídeo em que um técnico exigia de suas atletas a devolução de parte do dinheiro, uma prática corriqueira instalada no programa que patrocinou um batalhão de fantasmas, laranjas e cabos eleitorais.

Não parece ter sido mero erro de digitação o fato de dois contemplados pelo auxílio-atleta terem aparecido como doadores de dinheiro para a campanha eleitoral de Júnior. Não parece equívoco administrativo a concessão do auxílio financeiro a um cabo eleitoral do também vereador Fábio Marcondes. Assim como não parece só falha burocrática – na gestão do vereador José Carlos Marinho na secretaria – pagar o auxílio a dirigentes de futebol profissional ou para que radialistas e fotógrafos fizessem cobertura de eventos esportivos.

Por falta de argumentação, o vereador Júnior foge de repórteres como o diabo foge da cruz – se diz “perseguido” pela imprensa, mas sempre abre mão de se posicionar. Numa das poucas vezes que resolveu falar, em reportagem publicada pelo Diário em 2 de novembro de 2016, ele deu uma declaração que ajuda a explicar a decisão da Câmara de rejeitar, nesta semana, a criação de uma comissão processante para investigá-lo. Sobre o auxílio-atleta, disse que “cada atleta trabalha para um vereador, não tem controle disso, é meio dividido”.

Com tanto vereador interessado, o anormal seria a Câmara levar o caso de Júnior e Marinho adiante. Nos oito anos do governo Valdomiro Lopes, o programa destinou nada menos que R$ 52 milhões para bancar atividades de atletas e técnicos desportivos. Com tanto dinheiro jorrando por tanto tempo, era para Rio Preto ser uma excelência esportiva, se os beneficiados que realmente merecem não estivessem rodeados e sugados dos apadrinhados de políticos, botequeiros e afins. Na genialidade do chargista Orlandeli, Júnior tem razão: foi mesmo um erro de digitação, mas do eleitor, ao digitar o número do vereador na urna.

 

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