Diário da Região

19/08/2017 - 00h00min

editorial

A terceira fábula

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Não é de hoje que se discute a necessidade de obras para melhorar o tráfego e reduzir riscos de acidente na rodovia Washington Luís. A estrada já virou uma espécie de avenida entre Rio Preto e Mirassol, com 16 quilômetros do distrito de Engenheiro de Schmitt ao viaduto de acesso ao clube Monte Líbano, nos limites urbanos da rodovia concedida à Triângulo do Sol. Dados da própria concessionária indicam que em torno de 55 mil veículos passam por este trecho diariamente. A rodovia tem pista dupla, mas números de acidentes, inclusive com mortes, lançaram alerta sobre melhorias na via.

Eis que pedidos para a construção de terceira faixa neste trecho crítico aumentaram com o passar dos anos. Foi quando o governo do Estado acordou e começaram as promessas do governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre o assunto. Em 2015, a ideia de construção de terceira foi abandonada. Na época, Alckmin disse que a solução seria investir em marginais para desafogar o tráfego da rodovia. Foram requisitados estudos e as obras começariam “em meses”. Vários meses se passaram e nada saiu do papel.

No início deste ano, ao inaugurar novo fórum de Rio Preto - obra emblema da vergonha uma vez que demorou dez anos para ficar pronta - Alckmin voltou a afirmar em entrevista coletiva que a solução seria a construção da tal terceira faixa para a rodovia. O tucano foi enfático ao afirmar que a obra não iria causar impacto algum nas pesadas tarifas de pedágio cobradas pela Triângulo do Sol.

Em meio ao caos da situação, o promotor Cláudio Santos de Moraes entrou na Justiça para exigir as obras. Em julho, a Justiça de Rio Preto determinou início da construção no prazo de 8 meses sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A partir de então, o governo estadual mostra sua cara e expõe como o discurso político é fácil e como no mundo jurídico a conversa é diferente. Conforme o Diário revelou na edição desta sexta, 18, a Procuradoria Geral do Estado, na ânsia de derrubar a liminar, afirma que a obra terá impacto, sim, na tarifa de pedágio, afinal é de onde a concessionária obtém seu lucro.

Na Justiça, o Estado mostra mais uma versão contraditória sobre a obra anunciada por seu comandante maior, no caso, Alckmin. No recurso, a Procuradoria diz que a obra pode trazer “prejuízo” a usuários da rodovia. Ora, melhorias na estrada que o governo é incapaz de manter em devidas condições entregue à iniciativa privada é “prejuízo”? Trata-se de uma impenitência da qual o governo deveria se envergonhar. “A execução da terceira faixa de trânsito da rodovia em exame, ao invés de trazer benefícios para um maior número de pessoas, faria por acarretar significativos prejuízos para os usuários da rodovia”, alegou a Procuradoria. Argumentos assim mostram que a obra é uma fábula que varia conforme interesses políticos. Contradições assim ajudam a população a avaliar até que ponto se deve confiar na palavra e na promessa dos políticos.

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