Diário da Região

15/06/2017 - 00h00min

Editorial

Dez suspeitos

Editorial

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A decisão da Câmara de rejeitar a prorrogação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a roubalheira do programa auxílio-atleta, em Rio Preto, coloca nada menos que dez vereadores sob suspeita de envolvimento, direto ou indireto, com o esquema. Com prazo de vencimento no próximo dia 23, e com tanta falcatrua já apurada e outras tantas por apurar, a CPI ainda precisava, por exemplo, ouvir dois vereadores que foram secretários de Esporte na gestão do -ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), além da atual titular da pasta e outros dois ex-ocupantes do cargo.

Anderson Branco (PR), Celso Peixão (PSB), Fábio Marcondes (PR), Francisco Júnior (DEM), Jean Dornelas (PRB), José Carlos Marinho (PSB), Karina Caroline (PRB), Paulo Pauléra (PP) e José Lagoeiro (DEM) foram os coveiros da investigação, contando ainda com a reveladora ausência do fujão Gerson Furquim (PP), que estava na sessão e não votou - os dez representantes do povo que decidiram ficar contra o interesse público e deram à população o direito de concluir que eles têm, sim, algo a esconder ou a temer.

O caso de Francisco Júnior e José Carlos Marinho é particularmente emblemático. Esses dois senhores, que comandaram a secretaria em períodos nos quais transcorreu a farra de concessão de benefícios a um verdadeiro exército de atletas fantasmas, cabos eleitorais e apadrinhados em geral, votaram contra a continuação de uma investigação que poderia, e pode, comprometê-los. Ainda que seus votos não pudessem mudar o resultado, deveriam se declarar suspeitos. Detalhe que, pelo jeito, também não incomodou o presidente da Câmara, a quem caberia levantar esse questionamento.

Sem limite para o deboche, Marinho alegou que foi contra porque o Ministério Público já investiga o caso. O sinistro Peixão disse que basta a apuração em curso na Polícia Civil. O incrível Lagoeiro disse ter sido contra porque não foi convidado a participar quando da formação da CPI - como se não pudesse, ou se não fosse seu dever de ofício, colaborar fazendo ou não fazendo parte da comissão. Júnior nem coragem de se explicar teve - preferiu o silêncio ensurdecedor.

Na semana que tem pela frente, a CPI ainda vai tentar ouvir peças importantes, como a ex e atual secretária Cléa Bernardelli, os ex-secretários Paulo Palmeira e Fernando Reis (a eminência parda de Júnior), entre outros. Mas já tem subsídios suficientes para apresentar sua conclusão. Vereadores eventualmente incriminados pela CPI, e que foram contra a prorrogação, nem poderão alegar que não tiveram direito a ampla defesa. Essa gente não quer ser ouvida exatamente para não ter o trabalho de se defender nem correr o risco de se comprometer. É o triunfo do escárnio.

 

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