Diário da Região

01/06/2017 - 00h00min

Editorial

Hipocrisia e seletividade

Editorial

A famosa gravação em que Dilma Rousseff pede para Lula ficar de sobreaviso com um termo de nomeação como ministro e usá-lo “em caso de necessidade”, ou seja, para adquirir foro privilegiado e não ser preso, é um escândalo; a gravação em que Michel Temer ouve Joesley Batista confessar crimes, não o denuncia e ainda concorda é apenas coisa de um bandido que delatou o presidente e foi curtir a vida livre, leve e solto em Nova York.

O mesmo delator de Temer também contou que, em conversa com Lula, disse: “Ó, nós estamos fazendo a doação. Nós somos o maior doador e essa conta nossa já passou dos R$ 300 milhões, hein? O senhor está entendendo a exposição que vai virar isso?” Um escândalo, claro. Joesley, sim, o mesmo, também afirma nas delações que desde 2010 negociava propina com Temer. Mas isso é apenas coisa de um bandido que delatou o presidente e foi curtir a vida livre, leve e solto em Nova York, não é mesmo?

Para deixar bem claro, em outra delação premiada, Ricardo Saud, companheiro de Joesley na diretoria da JBS, afirmou que a empresa engraxou 1.829 candidatos, de 28 partidos políticos das mais variadas colorações. “Aqui estão todas as pessoas que receberam propina diretamente ou indiretamente da gente. Se ele (o político) recebeu esse dinheiro, sabe, de um jeito ou de outro, (que) foi de propina. Essas pessoas estão cientes disso”, delatou.

Não é de hoje que os apaixonados pelo lulopetismo defendem cegamente o projeto criminoso de poder que destruiu o País, e fecham os olhos para as mais evidentes denúncias de corrupção. Enquanto criticam o que chamam de “vazamento seletivo” de informações comprometedoras, são igualmente seletivos no entendimento do que deve ser classificado como corrupção. Nada muito diferente do “rouba mais faz” que celebrizou Maluf.

Os petistas, entretanto, não estão sozinhos nessa hipocrisia desavergonhada e indignação seletiva. Temer e asseclas contam com a mesma mobilização de um exército de hipócritas, em defesa dele e de seus apaniguados, especialmente nas redes sociais. Se as delações premiadas e o vergonhoso conteúdo das gravações devem ser minimizados para Temer e companhia, deveriam ser também para Lula e sua trupe.

O corrupto de cá não é melhor que o corrupto de lá. Ou então todo mundo é inocente, todo mundo é probo. Não ter essa coerência não é só questão de desinformação ou analfabetismo político. É ser hipócrita. É ser desonesto.

 

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