Diário da Região

04/03/2017 - 00h00min

Editorial

Muito além do reajuste na tarifa

Editorial

O atual prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), anunciou na quinta-feira, dia 2, um reajuste de 15% na tarifa do transporte coletivo. Assim, a partir deste domingo, o bilhete passa de R$ 2,60 pra R$ 3, ou R$ 2,90 para quem paga com cartão das empresas. Edinho aproveitou a notícia amarga para o cidadão e criticou o antecessor, Valdomiro Lopes: pelo contrato entre a Prefeitura e o consórcio Riopretrans, formado pelas empresas Circular Santa Luzia e Itamarati, o reajuste deveria ter ocorrido no fim do ano passado.

Faz alguns anos que, a exemplo do que ocorre na Capital, a tarifa é subsidiada pelos cofres municipais - o valor real vai a R$ 3,43. Neste ano, segundo Edinho, a Prefeitura vai bancar R$ 14,5 milhões para manter a tarifa a preços mais baixos, inclusive para os estudantes, que não tiveram reajuste na passagem de R$ 1,30.

Subsidiar o preço do transporte coletivo pode ser uma política pública importante para atrair o rio-pretense, sobretudo nas faixas socioeconômicas mais carentes, e aliviar o trânsito cada vez mais travado da cidade. Mas não basta. Aliado ao subsídio, é preciso um transporte público de qualidade para atrair a população em seus deslocamentos entre a casa e o trabalho. Curitiba é o melhor exemplo de como um sistema de transporte melhora a mobilidade urbana.

Nesse quesito, Rio Preto sempre foi a antítese da capital paranaense, com ônibus ultrapassados, sem ar-condicionado, em que a temperatura facilmente ultrapassa os 30ºC, carência de miniterminais e pontos de ônibus precários, muitos deles depredados.

O ex-prefeito teve a oportunidade de ouro para revolucionar o decrépito sistema de transporte urbano em Rio Preto em 2011, quando venceu o antigo contrato entre a Prefeitura e as empresas. Na época, o então secretário de Trânsito, Aparecido Capello, prometia implantar um sistema de primeiro mundo, com vários miniterminais, veículos modernos, corredores de ônibus e reforma completa nos pontos de embarque.

As mesmas velhas empresas venceram a licitação, e o que o rio-pretense viu de diferente foi apenas as novas cores dos ônibus, amarelos para a Circular, prateados para a Itamarati. Nada mudou. No fim de 2016, Valdomiro iniciou a instalação dos corredores de ônibus, que, inacabados até agora, serviram apenas para tumultuar ainda mais o trânsito e irritar o rio-pretense.

Edinho tem a chance de alterar esse cenário. Exigências como instalar valorizadores para atenuar o calor no terminal, criar aplicativos para localização de ônibus, reformar pontos e miniterminais sucateados representam apenas o básico do básico. Era de se esperar que, junto com o anúncio de mais um aumento, viessem pelo menos medidas para acabar com as superlotações, melhoria das condições da frota, instalação de wi-fi e início efetivo de projeto para instalação de ar-condicionado nos veículos.

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso