Diário da Região

23/02/2017 - 00h00min

Editorial

O caso Cesare Battisti

Editorial

Cesare Battisti está em Rio Preto. O ex-militante comunista, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos no fim dos anos 70, leva uma vida pacata a poucos metros da delegacia da Polícia Federal, que nada pode fazer contra o italiano. Em 2015, ele obteve liminar no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, contra ordem de prisão emitida pela Justiça do DF, para quem Battisti está em situação irregular no Brasil e por isso deve ser deportado para a França, seu último refúgio antes de entrar no território brasileiro clandestinamente.

Para a juíza Adverci de Abreu, por ele ter cometido um crime doloso em outro país, a lei brasileira determina a imediata deportação, medida que difere da extradição, essa dependente de um pedido formal do país de origem e que necessariamente tramita no Poder Judiciário. Foi o que aconteceu logo que Battisti foi preso no Rio de Janeiro, em 2007, com um passaporte francês falsificado. Na época, o governo italiano solicitou a extradição do ex-militante ao governo brasileiro. Ainda na década de 80, Battisti havia sido condenado à prisão perpétua, sem direito sequer a banho de sol, pela autoria direta e indireta de quatro homicídios no país, incluindo um policial, um agente penitenciário e um militante fascista. Por esses crimes, cometidos quando Battisti integrava um movimento da esquerda radical, o Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), o italiano é qualificado de terrorista em seu país de origem.

Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) concordou com o pedido e determinou a extradição de Battisti para a Itália. No entanto, pela Constituição Federal, a decisão final de extraditá-lo caberia ao presidente da República. Lula então se viu entre dois caminhos: o de devolver um homem condenado ao seu país de origem, respeitando assim as leis e a Justiça de um país civilizado, ou dar ouvidos à cega e vil militância petista e acolher Battisti como um bom “companheiro” seguidor da causa vermelha.

Conhecendo Lula como conhecem hoje os brasileiros, surpresa seria se nosso boquirroto populista tomasse a primeira atitude. Lula negou a extradição, Battisti ganhou a condição de homem livre e o Brasil assumiu a vergonhosa condição de abrigo para um condenado por assassinatos em série. Quando, em 2013, Henrique Pizzolato, condenado no caso do mensalão, foi detido na Itália, a opinião pública do país europeu bradava para que o governo vingasse o Brasil e não o extraditasse. Mas o que ocorreu foi o contrário. Em um gesto nobre, a Itália não devolveu a irresponsabilidade petista e entregou Pizzolato.

Hoje, em sua tentativa de viver na invisibilidade em Rio Preto, Battisti é a personificação da cegueira ideológica que grassa na mentes lulopetistas.

 

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