Diário da Região

13/01/2017 - 00h00min

Editorial

Expectativas e realidade

Editorial

Historicamente, no Brasil, a Cultura sempre ocupou um papel coadjuvante em termos de políticas públicas. Em todos os níveis: municipal, estadual e federal. Independentemente de legenda. Comparada ao protagonismo da Saúde e da Educação, a Cultura é como aquele ator de elenco de apoio, sem voz, visto de relance no fundo da tela. Seu orçamento não é orçamento, mas um cachê, uma ajuda de custo.

Em Rio Preto, há uma situação sui generis. A Cultura aqui é aquele ator que já viveu seus dias de glória, mas que hoje não consegue mais bons papéis, só pontas em produções ruins. Ninguém mais pede seu autógrafo. Ninguém lembra dos seus feitos. Mas ele não se vê como astro em declínio. E luta para reconquistar o espaço perdido.

Em seus primeiros dias de mandato, o prefeito Edinho Araújo (PMDB) parece interessado neste ‘script’ de redenção para a Cultura. Trouxe Pedro Ganga de volta para a Secretaria, que por sua vez resgatou Jorge Vermelho e o designou seu braço direito. Dois personagens com boa aceitação junto à classe devido a suas histórias ligadas à cultura local. E a própria presença de Edinho em reunião com mais de 200 artistas, na última terça-feira, foi um gesto político importante visando a uma reabertura do diálogo.

Como comparação, Valdomiro Lopes, depois de ser vaiado na abertura da Virada Cultural de 2009, nunca mais deu as caras em um evento da Cultura em seus oito anos à frente da Prefeitura.

Mas só boa intenção não basta para superar os desafios do setor em 2017. Primeiro porque o orçamento de R$ 3 milhões, de um total de R$ 1,8 bilhão previsto para o município, é suficiente apenas para manter a estrutura da pasta funcionando. A saída está nas parcerias. E, neste sentido, a reaproximação já sinalizada da Prefeitura com o Sesc é uma notícia animadora ao menos para o futuro do FIT. No entanto, o cenário econômico de recessão no País dificultará acordos com a iniciativa pública e privada para outros projetos.

Convencer os artistas a remar junto e não a pensar em obter vantagens pessoais e políticas é necessário para que o voto de confiança não se transforme rapidamente em cobrança se as expectativas não estiverem alinhadas com a realidade.

Os coletivos e espaços culturais independentes que se proliferaram em meio ao cenário de terra arrasada dos últimos anos, como a Casa das Janelas e o Jardim Cultural - só para citar dois exemplos -, também devem ser convidados para o debate. A vocação colaborativa e visão criativa dos jovens que administram essas novas iniciativas são exemplos de como manter o motor cultural ligado com pouco combustível no tanque.

A verdade é que, apesar das perspectivas positivas criadas pelas primeiras ações apresentadas pelo poder público, a Cultura de Rio Preto ainda está longe de um “happy end”. Vamos com calma.

 

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