Diário da Região

26/01/2017 - 00h00min

editorial

Emprego brota no campo

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Chama a atenção os impressionantes efeitos do anúncio de abertura de 1,5 mil vagas por uma usina de álcool e açúcar na região na última terça-feira, 24. A empresa está anunciado a contratação de 1,3 mil postos para safristas, cujos contratos são para prestação de serviço entre os meses de abril e novembro próximo, e outros 200 empregos efetivos.

Bastou o Diário divulgar pelas redes sociais para a notícia correr como fogo em um rastilho de pólvora. Em poucas horas, a notícia havia sido visualizada por 378 mil pessoas, das quais 33,5 mil se interessaram em ver mais informações, com 4,4 mil compartilhamentos.

O caso suscita pelo menos duas importes conclusões que merecem um pouco de reflexão para, por um lado, compreendermos a realidade que nos cerca e, por outro, o que é possível fazer para superar a terrível figura do desemprego e seus funestos efeitos sobre a sociedade.

Tamanho interesse súbito do público pelo noticiário demonstra como a preocupação com o desemprego está martelando o dia a dia da população. Não é para menos, pois na edição do último sábado, 21, o Diário trouxe em sua manchete a triste notícia de que em 2016 a demissão chegou a 59.157 trabalhadores em Rio Preto, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No saldo entre contratações e demissões no período, o município perdeu 4.667 postos de emprego formal. Em todo o Brasil, o quadro foi devastador: 1,3 milhão de vagas extintas do mercado de trabalho com carteira assinada no ano passado.

Os efeitos colaterais do desemprego são perniciosos e múltiplos. A economia atravessa uma forte desaceleração. O volume de crimes violentos disparou na região, como demonstra reportagem publicada pelo Diário nesta quarta-feira, 25. Na mesma edição, está a notícia de que os planos de saúde perderam 1,3 milhão de beneficiários em todo o País, gente que incha o já combalido sistema público de saúde.

Em Rio Preto e municípios circunvizinhos, a exemplo de praticamente todas as demais regiões brasileiras, o agronegócio consegue, repetidas vezes, virar o jogo e contribuir positivamente para a melhora das atividades econômicas nos demais setores de produção. É o caso destas 1,5 mil vagas anunciadas esta semana. Daí a necessidade de encarar o campo não como atividade secundária, mas como um setor que pode contribuir enormemente para mitigar os efeitos da crise no País e gerar preciosos empregos.

Infelizmente, o Brasil ainda não desenhou políticas consistentes para a agroindústria, que vive muito mais pela garra de seus players (produtores, trabalhadores e empresários) do que por ação governamental. A falta de sincronização entre governo e campo retarda o crescimento do País e penaliza o emprego.

 

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