Diário da Região

22/01/2017 - 00h00min

editorial

Inovações são inevitáveis

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Se tivéssemos um trânsito que fluísse, com vagas de estacionamento suficientes e seguras, ou, melhor ainda, se tivéssemos uma malha de ciclovias, um transporte público ágil, pontual, barato e confortável; tudo estaria resolvido. Se...

Rio Preto está longe dessa perfeição, assim como a maioria das médias e grandes cidades. E é justamente na brecha dessa incapacidade pública de promover um transporte eficiente e acessível que o Uber encontra a porta de entrada para operar na cidade, mesmo sabendo que Rio Preto conta com uma lei que proíbe sua atuação. Aliás, se tomar os exemplos de outras cidades, isso não será entrave para a empresa.

A insatisfação da população com o transporte em Rio Preto, seja público ou particular, é mais forte e virou combustível para um movimento pró-Uber. Prova disso foram as enquetes que o Diário fez. Em uma delas, com mais de 10 mil votos únicos, apenas 1% das pessoas se posicionou contra a chegada do serviço, que já deu o “start” à convocação de possíveis futuros motoristas.

Assim como o Uber, o Airbnb, Fleety, Lyft e outras tantas empresas da chamada “sharing economy” (economia colaborativa) estão aí. Esse modelo está sacudindo a economia e já está enraizado, com maior ou menor densidade, nos costumes de diversas cidades do mundo. WhatsApp, Netflix e Spotify já estão em nossos smartphones e se tornam cada vez mais indispensáveis. Elas atuam de forma radicalmente diferente das empresas tradicionais e talvez por isso consigam ser eficientes e ganham apoio popular.

Isso não significa dizer que taxas, fiscalização e regras trabalhistas não se aplicam a essas empresas, mas sim que os agentes políticos devem adotar um modelo regulatório apto a promover a proteção do consumidor e a livre concorrência, sem impedir a atuação de tecnologias eficientes aos consumidores.

O grande problema é que há uma incompatibilidade no dinamismo dessas empresas com o modelo medieval de alguns agentes públicos que usam a velha política para enfrentar esse tsunami tecnológico.

Sem saber lidar com a situação, nossos representantes partem para a política do “não quero e pronto”, sem fazer o mínimo de esforço para entender o novo mercado e regulamentá-lo. Exemplos de políticos que parecem usar antolhos não faltam. Em Brasília, temos o deputado federal Marcelo Aguiar (DEM), que tenta emplacar uma lei obrigando as operadoras de internet a bloquear a pornografia on-line. Aqui, temos um vereador que, em ano eleitoral, criou uma lei para proibir o Uber sem ao menos fazer uma consulta pública. O “forte” argumento do vereador em questão, Paulo Pauléra, é “proteger os taxistas e suas famílias” e ponto.

O fato é que as inovações tecnológicas estão andares acima do político e o sensato seria se adaptar, aproveitando o que o novo traz de vantagem aos consumidores.

 

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