Diário da Região

04/01/2017 - 00h00min

Editorial

Bem-vindos ao mundo real

Editorial

Entrevistas concedidas ao Diário da Região pelo prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), e seu secretário de Saúde, vice-prefeito Eleuses Paiva (PSD), nas edições de domingo e terça revelam o abismo entre a promessa e a prática, o sonho e a realidade, a campanha eleitoral e o exercício do mandato. Não que seja uma surpresa, mas certamente não é prazeroso constatar que os enfáticos “vou fazer” e “vou acontecer” sempre acabam dando lugar para o “entretanto” e o “veja bem”.

O tom milagreiro dos programas eleitorais com suas fórmulas mágicas para educação, trânsito, meio ambiente e saúde padrão “Poupatempo”, entre outros, foi substituído pelo comedimento. Saíram de cena as varinhas de condão, e o prefeito já não se atreve a se comprometer com prazos nem em relação aos compromissos mais elementares. Mais realista - e bem mais sincero do que nos tempos de campanha - Edinho prefere tratar as questões sempre com respostas genéricas.

Sobre o propalado Poupatempo da Saúde, o secretário Eleuses respondeu com uma pergunta ao jornalista que o indagava, durante visita à Redação do Diário: “O que você considera padrão Poupatempo?” O secretário sabe muito bem o que prometeu e o que quis que os eleitores entendessem, quando foi conveniente para seus interesses: que resolveria o problema das pessoas em 15 minutos, no máximo em meia hora, tudo no mesmo lugar, sem burocracia e com eficiência. Já no mundo real, sem as costumeiras hipérboles eleitorais, Eleuses sentenciou: vai precisar de pelo menos 100 dias só para traçar o diagnóstico da pasta que, a propósito, sequer conta com um sistema de informatização à altura de suas demandas - a rigor, uma pendência do governo anterior do próprio prefeito que está de volta.

Não se trata de exigir e de esperar que a nova administração resolva todos os problemas de Rio Preto logo nos primeiros dias. Até porque, para isso, seria necessário contar com muita ingenuidade e acreditar no conto da carochinha dos programas eleitoreiros. Em campanha, os candidatos prometem despudoradamente. Como disse certa vez a então candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), eles topam “fazer o diabo” para conquistar o incauto eleitorado.

Depois de eleitos, o mínimo que devem esperar, com humildade, é a cobrança pelo cumprimento das promessas que fizeram. Acabou a temporada do faz de conta. O momento é de muito trabalho. Se não para materializar milagres impossíveis, pelo menos para justificar a confiança depositada nas urnas pelos 113.377 eleitores e por respeito a todos os mais de 450 mil habitantes.

 

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