Diário da Região

28/09/2016 - 00h00min

Diário Tec

Startup investe em inteligência artificial para ajudar diabéticos

Diário Tec

Guilherme Baffi O engenheiro mecânico Rafael Braile, de Rio Preto, se uniu a dois amigos de São Paulo para criar o aplicativo
O engenheiro mecânico Rafael Braile, de Rio Preto, se uniu a dois amigos de São Paulo para criar o aplicativo

A cada dia, os aplicativos para smartphones ganham mais utilidade no cotidiano das pessoas. Muito além das redes sociais e mensageiros instantâneos, esses programas são utilizados para controle de finanças, estudos, negócios e a saúde não poderia ficar de fora. Há vários aplicativos voltados aos cuidados com o corpo, cada um com seu público específico, como gestantes, mulheres com endometriose, pessoas com esclerose múltipla, entre outros.

Buscando garantir sua fatia nesse mercado, uma startup que funciona no eixo Rio Preto-São Paulo está desenvolvendo um aplicativo focado no bem-estar de pessoas com diabetes. O objetivo é ajudar o diabético a monitorar os níveis de glicemia, procurando mantê-los na faixa de segurança. “O diabético tem uma rotina muito diferente de uma pessoa que tem a glicemia controlada. É preciso anotar o que come para sempre fazer o cálculo glicêmico.

O conceito do aplicativo é o seguinte: ele vai aprender como seu corpo funciona para calcular automaticamente os índices de glicemia de cada alimento que consome”, explica o engenheiro mecânico Rafael Braile, um dos desenvolvedores do Glucogear. Além dele, fazem parte da startup o físico médico Yuri Matsumoto e o administrador Fernando Bakonyi. A equipe aposta, inicialmente, no mercado brasileiro. Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem mais de 16 milhões de diabéticos e a doença mata 72 mil pessoas por ano no País.

A ideia é cobrar uma mensalidade de R$ 10 para utilização da plataforma, o que, para a startup, não parece ser um obstáculo. “Fizemos uma pesquisa e 80% dos diabéticos afirmaram que pagariam até R$ 15 por mês pelo serviço”, afirma Rafael. O engenheiro explica que o aplicativo utiliza uma espécie de inteligência artificial para aprender como o corpo do paciente se comporta ao consumir cada alimento. A plataforma é abastecida com informações do próprio usuário, como os alimentos que ingeriu e o índice glicêmico após a ingestão, medido em um aparelho próprio. 

“Após três a quatro semanas de aprendizado, o usuário terá uma ferramenta de apoio para ajudar a tomar decisões sobre o que comer”, destaca o engenheiro, lembrando que pessoas com diabetes têm muita dúvida em relação ao que podem ou não comer para manter os índices seguros de glicemia. O aplicativo é desenvolvido em duas vertentes, uma delas acadêmica, em parceria com a Escola Politécnica e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (USP), na capital, que desenvolve o modelo neural da rede de inteligência artificial.

A outra vertente, que envolve pesquisa com pacientes, é feita em parceria com a USP Ribeirão Preto. Devido à complexidade da plataforma, a previsão é de que o aplicativo leve de 18 a 24 meses para chegar ao mercado, portanto, o público só deve ter acesso ao serviço em 2018. 

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Diário da Região

Esperamos que você tenha aproveitado as matérias gratuitas!
Você atingiu o limite de reportagens neste mês.

Continue muito bem informado, seja nosso assinante e tenha acesso ilimitado a todo conteúdo produzido pelo Diário da Região

Assinatura Digital por apenas R$ 1,00*

Nos três primeiros meses. Após o período R$ 16,90
Diário da Região
Continue lendo nosso conteúdo gratuitamente Preencha os campos abaixo para
ganhar + 3 matérias!
Tenha acesso ilimitado para todos os produtos do Diário da Região
Diário da Região Digital
por apenas R$ 1,00*
*Nos três primeiros meses. Após o período R$ 16,90

Já é Assinante?

LOGAR
Faça Seu Login
Informe o e-mail e senha para acessar o Diário da Região.
Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para acessar o Diário da Região.