Diário da Região

12/07/2017 - 00h00min

DUPLA PAIXÃO

Conheça um casal apaixonado por carros antigos

DUPLA PAIXÃO

Guilherme Baffi O empresário Osvaldo Antônio Marchini Filho, 52 anos, e a mulher, Ariana Cristina Barchik, 42, com os xodós: o Bel Air (preto) e o Master
O empresário Osvaldo Antônio Marchini Filho, 52 anos, e a mulher, Ariana Cristina Barchik, 42, com os xodós: o Bel Air (preto) e o Master

Um Chevrolet Bel Air ano 1951 e um Chevrolet Master ano 1940. Essas duas raridades trafegam pelas ruas de Rio Preto carregando muito mais do que a história da indústria automotiva. Eles levam também a história de um casal de “loucos” por carros antigos, que ficou ainda mais unido por conta dessa paixão em comum. A história deles com esses senhores de quatro rodas começou em 2001. 

O empresário Osvaldo Antônio Marchini Filho, 52 anos, deixou Rio Preto para trabalhar em Curitiba. Na cidade paranaense ele começou a viver o sonho que tinha de infância: o de ter um carro antigo. Após se mudar, ele se acertou com Ariana Cristina Barchik, 42 anos, sua atual mulher. Eles haviam se conhecido anteriormente em um congresso em Florianópolis e a família dela é de Paranaguá, litoral paranaense.

Com o namoro engatado, o casal foi passear em Curitiba, ocasião em que ele viu o seu desejo de ter um carro antigo ficar mais perto. Próximo do teatro que estavam, viu o charmoso Bel Air 1952 estacionado em frente a uma oficina. Foi amor à primeira vista. Osvaldo perguntou ao dono se ele vendia e, quando se deu conta, já estavam na casa do proprietário, que na época tinha uma coleção de carros. “Ele me fez uma sabatina para saber se eu cuidaria do carro. No fim da conversa ele perguntou quanto eu tinha em dinheiro. 

Disse que eu tinha uma Saveiro. Ele disse para eu vender e ir buscar o carro, que seria meu. Vendi a Saveiro em uma semana e voltei para buscar o Bel Air”, disse. Mesmo sem nunca ter dirigido um carro antigo – na época o veículo era todo original – o empresário pegou o carro em Paranaguá e veio até Rio Preto, uma distância de 800 quilômetros. E logo na primeira viagem ele teve uma amostra de que o investimento valeu a pena. 

Ele voltou com o Bel Air e Ariana voltou com um Santana, carro que haviam ido até Paranaguá. No meio do caminho, o Santana parou e teve de seguir viagem de guincho. Já o carango fabricado na década de 50 continuou firme e forte na estrada. “Deu um problema no módulo e o Santana, que era um carro do ano, não pegava. Voltamos com o Bel Air. Essa foi nossa primeira experiência com ele. A sensação de dirigir um carro assim é única. É estar carregando um pedaço da história”, disse.

Reforma

O Bel Air veio a Rio Preto onde passaria por uma reforma, mas por conta da dificuldade de conseguir serviço especializado teve de ficar parado durante cinco anos. Em 2006, quando voltou a Curitiba, Osvaldo viu o anúncio de um Chevrolet Master ano 1940. O carro tinha mecânica moderna e direção hidráulica, então o empresário vendeu uma moto que tinha com a intenção de comprar o carro, copiar a tecnologia e adaptar ao Bel Air.

O objetivo era usar o carro de exemplo e vender também para arrecadar dinheiro e conseguir reformar o Bel Air. Não deu certo. Foi a vez de Ariana pegar a “febre da ferrugem”. “Dirigi o carro e me apaixonei. Tem direção hidráulica, motor moderno. Ao mesmo tempo que tem uma tecnologia nova, ele carrega todo o resto de um carro antigo. Fui pegando essa paixão. É uma delicia dirigir esses carros, uma emoção. São senhores de idade e você não sabe o que te espera pelo caminho”, disse.

O casal ficou com os carros. Ela com o Master e ele com o Bel Air. Os veículos estão atualmente com motor Chevrolet 4.1 com injeção eletrônica, o último motor lançado na caminhonete Silverado. Os dois também possuem direção hidráulica e um deles, vidro elétrico. “Nossos carros podem não ser os mais valiosos ou conservados, mas são os que mais rodam. Andam quase que diariamente. 

Tivemos de colocar uma mecânica moderna por conta da manutenção ficar mais fácil. Tive tanta essa vontade que Deus me deu esse benefício, esse privilégio, estou cuidando do carro, sou o guardião”, disse Osvaldo. O casal também é presença certa nos encontros de carros de Rio Preto e região. “Isso é muito legal. Conhecemos pessoas que têm a mesma paixão que a nossa. Fazemos muitas amizades”, afirmou Ariana.

Ficha Técnica

  • Dono: Osvaldo Antônio Marchini Ficho
  • Carro: Chevrolet Bel Air 1952
  • Motor: Chevrolet 4.1 com injeção eletrônica
  • Tempo com o carro: 16 anos
  • Cidade: Rio Preto

Ficha Técnica

  • Dona: Ariana Cristina Barchik
  • Carro: Chevrolet Master 1940
  • Motor: Chevrolet 4.1 com injeção eletrônica
  • Tempo com o carro: 11 anos
  • Cidade: Rio Preto

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso