Diário da Região

19/02/2017 - 11h01min

Cora Pelas Ruas

Toda mulher tem um pouco de Chanel

Cora Pelas Ruas

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Esqueça a marca – aquela com o monograma emblemático das duas letras C – esqueça o corte de cabelo tão conhecido nos salões. Se eu tô falando outra língua até aqui vou te aproximar da sua realidade. Com certeza você já ouviu falar em Coco Chanel, certo? Ou melhor, apenas Chanel. Para muitos ela significa apenas uma mudança no visual, para outros uma marca poderosa e impossível de atingir a grande massa.

Esqueça a marca. Esqueça o status e te convido a uma viagem fashionista onde você vai perceber que as grandes maisons – casas/lojas/ateliês de criadores/estilistas de moda – não estão tão longe assim de você e que todos os dias, pelo menos, um elemento dessa grande e revolucionária mulher – que foi a mademoiselle Chanel – está presente na sua forma de se vestir, está pelas ruas com você todos os dias.

Quer ver só?

 

Nas ruas com Gabrielle Chanel

Gabrielle Chanel nasceu na França em 1883. De origem pobre foi abandonada pelo pai em um orfanato quando ainda era uma criança. Ela preferiu nunca compartilhar sua história e criou para si um mundo único: começaria nesse orfanato a perceber as cores, texturas e adornos que mais tarde a tornariam a estilista mais renomada do mundo. Lá ela identificou o gosto pelo preto e branco – até hoje as cores que mais representam a marca – os arabescos e afrescos do orfanato lhe davam um senso de austeridade que logo ele traduziria em composições como o clássico tailleur (conjunto de blazer e saia em tweed).

Chanel ainda ralou por muitos anos e quando chegou aos 20 passava as noites cantando para tropas de cavalheiros e o dia costurando para ter o que comer. Conheceu muita gente nobre que a fizeram tomar gosto pela criação: as primeiras foram chapéus. Ela não entendia o rebusco da belle époque (estilo que se caracterizava pelo forte rebusco de formas, tecidos, espartilhos, máxi chapéus com flores, ramas, rendados e brocados e durou de 1890 a até por volta de 1910) e começou de forma modesta a criar chapéus minimalistas agradando mulheres trabalhadoras/operárias e mais tarde caindo nas graças da aristocracia.

Mas foi nos anos 1920 que a então Mademoiselle Chanel ganhou renome internacional. Ela em golpe de gênio revolucionou a maneira de se vestir de toda uma geração: estava cansada do excesso pelas ruas, reinventou a silhueta feminina dando voz a um movimento pelo qual ela sempre lutou: o direito das mulheres a igualdade de gêneros. Naquela época mulheres não podiam mostrar os tornozelos, não podiam usar calças compridas – parece surreal, não? – tinham de usar espartilhos, tinham de ter longas madeixas entre tantas outras limitações impostas por um universo especialmente masculino. Chanel resolveu desafiar.

 

Cortou os cabelos como aos de um menino na altura do queixo (o nome original do corte é garçonne: menino em francês), começou a se bronzear (somente as classes menos abastadas tinham a  pele bronzeada), encurtou os vestidos deixando à mostra os temíveis tornozelos (o que foi um escândalo para a época), removeu os espartilhos das suas criações e começou a costurar vestidos com cinturas tubulares; confortáveis e práticos. Tinha o costume de pegar peças masculinas como camisas, blazeres e calças e adaptá-las às vestimentas femininas. Foi a primeira a usar bijouterias (naquele período de 1920 só se usavam joias) e dizer ao mundo que sim as bijoux, especialmente as pérolas sintéticas, eram elegantes e que o importava era o efeito que elas produziam na composição do visual. Criou o sapato bicolor (sabe essa sapatilha ou esse sapato que você tem nas cores preto e bege? Foi ela quem criou). Adaptou as camisas dos marinheiros e criou o estilo navy (listras azuis, correntes douradas, cordas e branco) conhecido e usado até hoje. Aproveitou a lã utilizada apenas para confecção de roupas masculinas para criar o seu tailleur e também traduziu o feminino por uma camélia, flor símbolo da marca. Tudo isso você vê por aí.  Todo mundo pode ter uma bijouteria que lembre a pérola, uma calça reta básica para o dia a dia, um blazer, uma sapatilha, um sapato com abertura no tornozelo, um terninho, uma blusa com listras, um colar de elos, um cabelo curto, braceletes grandes, vestidos fluidos, liberdade de usar e adequar seu estilo com pouco, ou seja, para você aí que leu até agora, toda mulher tem um pouco de Chanel. E você? O que usa está pelas ruas com você? Segue um vídeo incrível para se identificar:

 

 

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