Diário da Região

12/07/2017 - 22h45min

Coluna do Diário

‘Não tem mágica’, diz governo sobre favela

Coluna do Diário

Marco Antonio dos Santos Moradores da favela da Vila Itália exibem cartaz durante protesto na última quinta-feira, 6
Moradores da favela da Vila Itália exibem cartaz durante protesto na última quinta-feira, 6

“Não tem mágica.” É desta forma que dois integrantes do primeiro escalão do governo do prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), resumiram a situação da favela da Vila Itália. Nesta quarta, 12, o Diário revelou que a Justiça deu prazo de cinco dias para que o município informe se possui local para acomodar os cerca de 500 moradores favela, em caso de desocupação forçada do local. 

O juiz Maurício Nogueira cobrou detalhes de onde os moradores serão levados, se vão contar com casas, saneamento e equipamentos públicos, como escolas. Edinho reuniu parte de seu secretariado por mais de duas horas para debater a decisão da Justiça. Participaram da reunião o secretário de Governo, Jair Moretti, o procurador-geral do município, Adilson Vedroni, a secretaria de Habitação, Fabiana Zanquetta, o presidente da Emcop, Adão Morais, a secretária de Assistência Social, Maria Silvia Fernandes, e o chefe de Gabinete, Zeca Moreira. 

“A Prefeitura não possui uma área assim pronta com casas para reassentamento. Não há mágica”, resumiu Jair Moretti. A situação será informada à Justiça, que irá decidir se concede liminar pleitada pela Prefeitura para reintegração de posse da área da favela. “Estamos prestando toda assistência, mas não tem mágica”, repetiu a secretária de Habitação, que recebe nesta quinta, 13, um grupo de moradores da favela. 

 

 

FRASE:

"Vereadores reclamam que não estão sendo atendidos pelo governo. O Jair Moretti terá muito trabalho no retorno do recesso"

Paulo Pauléra (PP), vereador de Rio Preto sobre o clima político entre a Câmara e o governo Edinho

 

 

Uchoa cria mais cargos públicos

A Câmara de Uchoa aprovou nesta quarta-feira, 12, em sessão extraordinária, às 8h, projeto que cria cargos efetivos e comissionados na prefeitura que deve gerar em um gasto de R$ 60 mil por mês. A Procuradoria Geral de Justiça questionou a legalidade de 13 cargos vinculados à Secretaria de Educação. De acordo com o vereador Nathan Luís Garavelo de Oliveira, não há necessidade nenhuma de aprovar os cargos. “Tem tanto funcionário em desvio de função. Acho isso um absurdo”, afirmou durante a sessão. A Coluna tentou falar com a Prefeitura sobre a medida, mas a resposta é de que só vão falar sobre o caso nesta quinta, 13.

 

 

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Carro oficial da Prefeitura de Rio Preto estacionado na faixa exclusiva de ônibus de transporte coletivo na avenida Alberto Andaló na tarde desta quarta, 12, em frente ao prédio da própria Prefeitura. O veículo firou parado na faixa por cerca de dez minutos, a partir das 17h10. É proibido para no local entre 16h30 e 19h, conforme placa ao lado

 

 

 

NOTAS:

‘Elite’ 

Mesmo no recesso vereadores resmungam pelos corredores da Câmara que não são atendidos pelo prefeito Edinho Araújo (PMDB). Agora, dizem que somente os colegas de “elite” são atendidos. É assim que se referem a Renato Pupo (PSD) e Pedro Roberto (PRP), que alegam ter respectivamente o comando das secretarias de Trânsito e a de Serviços Gerais.

 

coluna_JoãoDado - 13072017

 

Se a moda pega...

O País afundado numa crise sem precedentes pela incompetência e corrupção da classe política, e o prefeito de Votuporanga, João Dado (SD), insiste em criar 13º salário e adicional de férias para ele, o vice, secretários e vereadores. Chegou a enviar projeto para Câmara, mas recuou. Só que durante entrevista a emissora de rádio no início da semana, Dado (foto) disse que avalia tomar medida sem autorização do Legislativo.

 

De lá pra cá

O deputado estadual Orlando Bolçone (PSB) está empenhado em ajudar a Prefeito de Cedral a arrumar dinheiro do governo do Estado para ampliar a estação de tratamento de esgoto. Segundo o deputado, a estação chegou a seu limite e se transbordar afeta o rio Preto em seu curso para Rio Preto.

 

 

NA REDE:

 

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Tudo sempre igual

Não precisa nem dizer que o assunto nas redes sociais desde o início da tarde desta quarta-feira, 12, foi a condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro. Nem precisa dizer também que foi aquele Fla-Flu. Um grupo defendendo Moro e detonando Lula e outro fazendo o oposto. A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman (foto), foi uma das que atacou Moro.

 

 

 

Nada a declarar

Apesar da enxurrada de manifestações da internet, dois prefeitos de Rio Preto que administraram a cidade quando Lula era presidente preferiram o silêncio nas redes sociais: o atual Edinho Araújo (PMDB) e o ex Valdomiro Lopes, que pegou o finalzinho da gestão do petista.

Também em silêncio 

Outro que também ficou em silêncio foi o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), que enfrenta debate interno entre os tucanos que não sabem se seguem ou não com o governo Temer. A Coluna pediu posição de Aloysio sobre a condenação de Lula, mas até o fechamento desta edição nenhuma manifestação. 

Tripudiou legal

Dentre os políticos que se manifestaram nas redes sociais, um dos mais estridentes, para variar, foi o prefeito de São Paulo, João Doria, que gravou vídeo para elogiar a decisão do juiz Sérgio Moro, que ele chamou de “herói”, e esculachar com os petistas. “E aos petistas, lulistas, dilmistas, esquerdistas que pensam que podem roubar, mentir, usurpar, enganar o povo brasileiro em qualquer tempo por qualquer razão, fazendo o que fizeram com o Brasil, olha aí o que deu...”, disparou o tucano.[

 

 

 

CURTAS:

Posso, sim - O promotor de Justiça Fernando Dobbert rebateu informação da assessoria do MP de que não poderia ingressar em partido político. Dobbert diz que por ter ingressado na carreira antes da Constituição Federal de 1988 não é afetado por trecho da própria Constituição que proíbe filiação partidária de representantes do MP. O promotor se filiou ao PRP.

 

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Calamidade sem fim - O prefeito de Catanduva, Afonso Macchione (PSB), prorrogou por mais 180 dias efeitos do decreto de janeiro que estabeleceu estado de calamidade financeira no município. A decisão de Macchione (foto) leva em conta estudos que apontam continuidade do déficit de R$ 24,7 milhões no curto prazo.

 

 

Dodge aprovada - Sem polêmicas e por quase unanimidade, a subprocuradora da República Raquel Dodge teve a indicação ao comando da Procuradoria-Geral da República aprovada nesta quarta, 12, pelo Senado. Foram 74 votos a favor, 1 contra e 1 abstenção. Raquel irá substituir o atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cujo mandato termina em 17 de setembro. 

A conferir - A Emcop (Empresa Municipal de Construções Populares) sentiu-se incomodada com reportagem do Diário sobre a ausência do poder público no residencial Solidariedade. Em carta enviada à Redação diz que estimula os moradores do local a se mobilizar e ocupar os espaços públicos do bairro. Termina com a promessa de que vai implantar um projeto social no conjunto.

 

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