Diário da Região

16/11/2016 - 00h00min

ENTREVISTA COLETIVA

Temer diz que prisão de Lula causa instabilidade

ENTREVISTA COLETIVA

Beto Barata/PR Temer com os jornalistas que o entrevistaram no Roda Viva
Temer com os jornalistas que o entrevistaram no Roda Viva

O presidente Michel Temer afirmou que uma eventual prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato poderá causar instabilidade para o governo e para o País. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibido na noite desta segunda-feira, 14.

Temer afirmou que a reação poderia ser liderada por movimentos sociais ligados ao PT. “Em hipótese de prisão do ex-presidente Lula, pode-se criar problemas. Não tenho dúvida disso”, disse o presidente. Lula é réu em três ações – uma por obstrução da Justiça, acusado por tentar prejudicar as investigações da Lava Jato, e em outras duas sob acusação de envolvimento em casos de corrupção.

O presidente também disse que o parlamentarismo é o melhor para o País, mas defendeu que esse possível regime de governo seja avaliado em um referendo após uma reforma no Congresso. “Eu já fui presidencialista lá atrás e estou convencido de que precisa ter parlamentarismo sólido”, disse. Ele não comentou se apoia a recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara.

Temer afirmou ainda que o projeto de criminalização do caixa 2 como um crime comum e não eleitoral é uma decisão do Congresso Nacional e que não pode interferir no assunto. Ele disse que ouviu de amigos advogados que, caso haja a mudança, a criminalização seria apenas considerada após a aprovação do projeto, mas evitou dar uma opinião pessoal sobre o tema. “Criminalização do caixa 2 é decisão do Congresso e não posso interferir”, disse.

Ajuda aos Estados

Temer afirmou ainda que está estudando uma nova ajuda financeira aos Estados com o dinheiro arrecadado com a repatriação. De acordo com ele, o objetivo é chegar a uma proposta que auxilie não apenas o Rio de Janeiro, em grave crise econômica, mas também os demais Estados.

“Com a repatriação nós temos uma verba que vai indo para os estados, outra que vai indo para os municípios. Os prefeitos estão recebendo praticamente mais um FPM [Fundo de Participação dos Municípios], que vai dar basicamente para aquelas despesas finais, como 13º salário. O que está sobrando, está sobrando uma verba, [QUE]terá dois destinos. Cerca de R$ 20 bilhões. Ou vai para restos a pagar ou vai para uma reequação que nós estamos pensando em fazer com os Estados. Como eles estão em uma dificuldade extraordinária, nós podemos, quem sabe, pegar essa verba”, disse.

No campo internacional, Temer disse que vai aguardar as primeiras declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, quando assumir, mas defendeu um maior “prestígio” entre as relações entre o país norte-americano e o Brasil. “Os Estados Unidos são um país onde as instituições são fortíssimas. Não vamos imaginar que o presidente chega ao poder e o exerce com autoritarismo. Isso não vai acontecer. Eu duvido que ele faça algo que tente afastar o Brasil”, disse.

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