Diário da Região

09/05/2016 - 19h31min

OLHO POR OLHO

Rillo acusa sargento de ameaça de morte

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Divulgação Rillo registrou boletim de ocorrência contra policial militar
Rillo registrou boletim de ocorrência contra policial militar

Atualizada às 23:50h

O deputado estadual João Paulo Rillo (PT) registrou ontem boletim de ocorrência de ameaça e injúria na Delegacia Seccional de Rio Preto. Ele acusa um sargento da Polícia Militar de ameaçá-lo de morte em mensagem divulgada no Facebook. O acusado é o sargento Carlos Alberto Motenari, assessor parlamentar delegado Antonio Olim, deputado do PP, colega de Rillo na Assembleia. A ameaça foi feita após Rillo empurrar um policial militar na terça-feira durante ocupação da Assembleia Legislativa por um grupo de estudantes, que cobrava a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraude nos contratos da merenda no governo do Estado. 

“Este lixo é o deputado estadual petista (João) Paulo Rillo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Nesta tarde ele agrediu de forma covarde e premeditada um policial militar. Aviso: olho por olho, dente por dente. A partir de agora você é o alvo. Aguarde. Aqui é polícia!”, constava na mensagem no perfil do sargento Motenari. A mensagem já teria sido apagada do perfil após o registro do caso na polícia. De acordo com o boletim de ocorrência, Rillo afirmou que se sentiu ameaçado, já que, anexada à mensagem, foi publicada uma fotografia sua. 

 

Arte - Boletim de Ocorrência de Rillo - 10052016 clique na imagem para ampliar

Por isso, além de registrar o caso na Polícia Civil, o petista fez uma escritura pública com o objetivo de comprovar o “ocorrido em qualquer esfera”. “A vítima informa que, enquanto era lavrada a ata, os dizeres e sua foto foram retiradas pelo averiguado do Facebook”, consta na ocorrência. Ontem, Rillo não quis apresentar representação formal contra o sargento da Polícia Militar. O prazo é de seis meses. O crime de ameaça está previsto no artigo 147 do Código Penal. A pena prevista é de detenção de um a seis meses, ou multa. O deputado delegado Olim e o seu assessor foram procurados ontem, mas não se posicionaram sobre o assunto. 

Entenda o caso 

Um grupo de estudantes invadiram a Assembleia no início da semana passada. Rillo foi acusado de organizar a invasão do plenário da Casa. Foi durante a ocupação de estudantes, que ele um empurrou o PM. O grupo deixou a Assembleia na sexta-feira por decisão judicial. A agressão também foi registrada por policiais militares que atuaram na segurança da Assembleia naquele dia. O parlamentar do PT disse que apenas reagiu à truculência dos membros da corporação. 

Rillo também foi alvo de representação feita pelo diretor-geral da Câmara de Rio Preto, coronel Azor Lopes da Silva Júnior, na Procuradoria Geral de Justiça em São Paulo. Ele pede a abertura de investigação criminal contra o deputado. Azor, que foi comandante da Polícia Militar na cidade, afirmou que sua iniciativa não teve participação do presidente da Casa, Fábio Marcondes (PR). Marco Rillo, pai do deputado, diz ver o “dedo” de Marcondes no ato do auxiliar.

Conselho de Ética se reúne

O deputado estadual Campos Machado (PTB) convocou reunião do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa para hoje. A pauta é para escolha do presidente e vice do conselho. Desde o ano passado, quando deputados eleitos no ano anterior tomaram posse, o conselho ainda não foi formado. Campos Machado ocupa o cargo de presidente provisoriamente por ser o deputado mais velho nomeado para o Conselho.

Da região, o deputado Carlão Pignatari (PSDB) e João Paulo Rillo (PT) são integrantes do colegiado. Rillo foi acusado por três deputados de comandar a invasão de estudantes na Assembleia na semana passada e ainda de agredir um policial militar. Rillo afirma que a acusação, que partiu dos deputados Coronel Telhada (PSDB), Coronel Camilo (PSD) e Delegado Olim (PP), é uma tentativa de intimidação.

A análise da representação contra o deputado da região não consta da pauta da reunião de hoje no conselho. Rillo afirma que antes de verificar a conduta dele, o conselho deve apurar a denúncia contra o presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), investigado por receber suposta propina na chamada Máfia da Merenda, em investigação na polícia e MP.

 

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