Diário da Região

06/05/2016 - 21h17min

OPERAÇÃO TAMBURATACA

Caffagni é alvo de nova ação penal na Justiça Federal

OPERAÇÃO TAMBURATACA

Guilherme Baffi Robério Caffagni deixa IML escoltado por agentes da PF, na semana passada
Robério Caffagni deixa IML escoltado por agentes da PF, na semana passada

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal de Rio Preto abriu mais uma ação penal contra o ex-gerente regional do Trabalho Robério Caffagni, envolvido em diversos atos de corrupção durante o período em que chefiou a gerência no município, apuradas pela Operação Tamburataca. Desta vez, Caffagni é acusado de solicitar e receber propina do empresário Alberto Bahdour para deixar de realizar fiscalizações entre 2006 e 2009 na Alba Engenharia e Construções Rio Preto. Bahdour também responderá à ação.

As investigações demonstraram que o servidor, hoje aposentado, recebeu do empresário pelo menos 18 pagamentos indevidos no período. Um deles foi identificado a partir da compra de um veículo, na qual Caffagni utilizou um cheque de R$ 30 mil emitido por Bahdour para saldar parte do valor. Interrogados, ambos alegaram que a quantia se referia à quitação de um empréstimo feito pelo então gerente da unidade do Ministério do Trabalho e Emprego. Porém, a falta de detalhes sobre o mútuo e apresentação de provas apontam para o caráter ilegal da transação.

Mediante as propinas, Caffagni impediu a realização de inspeções sobre as condições de trabalho na Alba, de propriedade de Bahdour. Ao deixar de cumprir seu dever funcional devido aos valores recebidos, o servidor incorreu em corrupção passiva. Já Bahdour foi denunciado por corrupção ativa, uma vez que prometeu e entregou as quantias ao gerente regional do Trabalho à época.

Tamburataca

Esta é a 26ª denúncia contra os envolvidos no esquema de corrupção desbaratado pela Operação Tamburataca, em 2011. As ações se referem a práticas ilegais de Caffagni, de servidores a ele subordinados e de diversos empresários e sindicalistas da região. 

Além de não realizarem as inspeções, os fiscais corruptos também facilitavam homologações e rescisões contratuais e antecipavam informações aos executivos sobre fiscalizações a serem realizadas por servidores que não faziam parte do grupo criminoso. Eles ainda orientavam como as empresas deveriam proceder nessas ocasiões para ludibriar os agentes e evitar autuações por irregularidades trabalhistas. 

Os servidores não só recebiam dinheiro, mas também outros tipos de vantagem, como produtos das empresas e empregos para parentes. Produtores rurais, usinas e diversas companhias da região foram beneficiados pelo esquema. 

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