Diário da Região

28/03/2016 - 10h13min

São Paulo

Ibsen Pinheiro defende que PMDB se afaste do governo

São Paulo

O presidente do PMDB gaúcho, Ibsen Pinheiro, completa em 2016 40 anos de atividade política. O parlamentar tem 80 anos e segue articulado na Assembleia Legislativa local. Ibsen estará amanhã em Brasília, na reunião do diretório nacional do PMDB, onde defenderá o afastamento da sigla do governo Dilma Rousseff, a entrega dos cargos, e a liberação do voto dos deputados no processo de impeachment. Jornalista por gosto e promotor por profissão, Ibsen viveu grandes momentos. Um foi a presidência da Câmara no primeiro e até agora único impeachment que o Brasil já teve, em 1992. "O que o povo quer, esta casa acaba querendo", disse, ao votar pelo afastamento do atual senador Fernando Collor. "Hoje falta a unanimidade daquele época", afirmou, apostando que "a votação vai ser apertada, mas o impeachment não vai passar". Outro momento foi a cassação em 1994, após a CPI do Orçamento. Mais tarde ficou claro que a denúncia foi um erro da revista Veja, admitido publicamente. Absolvido pela Justiça, recomeçou como vereador, em 2004, e voltou a ser deputado federal em 2006. Há dois anos, ficou na terceira suplência para deputado estadual. Chegou à Assembleia após o governador Ivo Sartori (PMDB) indicar três deputados como secretários. Na quinta-feira, dia 24, quando falou com o jornal O Estado de S. Paulo por telefone, comemorava, a seu discreto estilo, não estar entre os 41 políticos gaúchos citados na lista da Odebrecht. O peemedebista fez uma comparação sobre os processos e Collor e Dilma de impeachment. "Os dois momentos cruciais que levaram à aprovação do impeachment foram a entrevista do irmão do Collor, que não teve provas, só acusações, e a entrevista do motorista Eriberto (França), uma pra Veja, outra pra Isto É. Foram as peças-chave da condenação. Mas o fundamento legal veio de um pequeno fato, vergonhoso, que foi a compra do Fiat Elba com recursos da campanha levantados por PC Farias. Hoje, falta um elemento: um fato pequeno e vergonhoso. Os fatos grandes você explica, por piores que sejam. Os pequenos, quando vergonhosos, tiram de perto os aliados fiéis", disse. E prosseguiu na comparação: "ao contrário do Collor, Dilma tem apoio de um partido que tem base social e inserções nos movimentos sociais, sindicatos, em alguns segmentos intelectuais". Ibsen também comentou a possibilidade de o pedido de afastamento de Dilma ser rejeitado. "Nós estamos numa crise política, não numa crise institucional. Se as instituições funcionarem, o impeachment tem que ser votado. E o dia seguinte, com qualquer resultado, será melhor que o dia da véspera, que é de incerteza. O resultado tem que ser respeitado, seja qual for". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso