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30/06/2015 - 00h00min

Saúde Pública

Médicos se reúnem para discutir greve

Saúde Pública

Guilherme Baffi Secretária da Saúde, Teresinha Pachá, tem missão de evitar greve que trará caos ao setor na cidade
Secretária da Saúde, Teresinha Pachá, tem missão de evitar greve que trará caos ao setor na cidade

Adiada na semana passada, acontece hoje, às 19h30, na sede da Sociedade de Medicina de Rio Preto, a assembleia dos médicos da rede pública de Rio Preto. Eles votam a decretação de greve por tempo indeterminado. O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) tem até à noite para tentar acordo, mas a secretária de Saúde, Teresinha Pachá, não tinha encontro marcado com a categoria. A reunião será dividida em dois momentos: discussões e votações da proposta salarial apresentada na semana passada por Valdomiro.

O plenário vai decidir sobre a decretação de greve por tempo indeterminado. A tendência, segundo médicos consultados ontem, é que seja decretada greve. “Há muito descontentamento na categoria”, afirmou um médico da rede pública. Conforme determina a legislação, o Sindicato dos Médicos irá avisar a Prefeitura sobre o início da paralisação com 72 horas de antecedência. O prazo termina na sexta-feira, dia 3, mas como é final de semana, a greve deve começar na segunda-feira, dia 6 de julho.

Um dos participantes do movimento de greve, o clínico geral Márcio Sigiló, 48 anos, diz que o edital do concurso público para contratação de novos médicos plantonistas para Prefeitura de Rio Preto só dá melhores condições salariais para recém-formados. “Quem for contratado como plantonista vai ganhar R$ 11 mil, que é o valor do piso nacional da categoria, enquanto eu que sou clínico, com 15 anos de serviço público, recebo R$ 2,499,34 por mês”, disse.

Sigiló afirmou que para evitar a greve, Teresinha deveria explicar por que usa critérios diferentes para definir salários de médicos novos e concursados. “É mais uma mostra de que não temos plano de carreira na Prefeitura, que não valoriza a experiência e quem se esforça para fazer cursos de especialização”, disse. O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) concedeu entrevista ao Diário, publicada domingo, afirmando que paga salários de até R$ 22 mil para os médicos. Líder do movimento de greve, Renato Ferneda rebate dizendo que o valor é relativo. 

“Nenhum médico vai se aposentar com esse salário. Nestes R$ 22,3 mil tem muitas gratificações que não são incorporadas”, afirmou. Sobre novo concurso para plantonistas, a assessoria da Prefeitura informou que o edital do concurso fixa valor bruto do salário. Mensalmente é descontado valores de Imposto de Renda, por exemplo. Com isso, o salário não atinge, no líquido, valor de R$ 14,3 mil. “Como qualquer salário há o desconto”, disse o secretário de Comunicação, Deodoro Moreira. Caso entre os médicos entrem em greve, por lei 30% dos serviços de emergência devem ser mantidos. A Prefeitura vai pedir parecer da Procuradoria Geral do Município sobre que providências adotar em caso de paralisação do serviço médico.

 

 

 

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