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O presidente da Confederação Nacional Indústria (CNI), Robson Andrade, disse ontem, 18, que negocia com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, uma alternativa para evitar a redução dos repasses de recursos previsto para o Sistema S no novo pacote de ajuste fiscal. Dirigente da maior entidade do empresariado brasileiro, Andrade afirmou que um das ideias é o Sistema S bancar algumas despesas de saúde e educação, como o Pronatec. Contrário à nova CPMF, o presidente da CNI disse que quem paga a conta no Brasil do aumento dos impostos é o consumidor. "Temos que ser contra. Empresário não paga imposto. Somos repassadores, porque o imposto que pagamos eu coloco no preço do meu produto." Andrade sugere que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está desinformado e insinua que ele estaria poupando os bancos do aumento da carga de impostos. "Nas medidas do ministro Joaquim Levy não tem nenhuma que penaliza os bancos. Por quê? Será que é porque ele veio do setor? Por que ele não coloca uma compensação do setor financeiro, que tem altos lucros no Brasil, diferentemente do mundo inteiro? Por que ele não pode dar uma contribuição nestes dois anos?" O pacote prevê a redução em R$ 8 bilhões dos repasses para o Sistema S, que reúne nove entidades como Sesi, Sesc, Senai e Sebrae. Andrade não concorda com a flexibilização das medidas e abriu uma negociação com Mercadante e o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro. "Talvez o ministro Levy não esteja informado", disse. "Não sei se ele não compreendeu direito o objetivo que estamos estudando. Foi aberta uma negociação da Casa Civil. O Mercadante foi ministro da Educação e da Ciência e Tecnologia e conhece o sistema todo." Justiça. Para o presidente da entidade, o recente aumento da tributação dos bancos foi "muito tímido". Ele disse que, se necessário, a CNI vai à Justiça contra as medidas do ajuste fiscal. A previsão é de que 400 escolas fechem no País, caso a mudança no Sistema S seja aprovada pelo Congresso, o que, em sua opinião, geraria um colapso ao setor. O presidente da CNI defende a reforma da Previdência para melhorar as contas públicas sem elevação da carga tributária. Ele preferiu não se manifestar sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. "As instituições brasileiras têm que ser respeitadas e fortalecidas e essa é uma questão que tem de ser definida pela Justiça e pelo Congresso, não cabe a mim analisar. Mesmo porque não tenho os parâmetros e os dados. Não tenho preferência, tenho preferência por um País desenvolvido", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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