Diário da Região

22/09/2015 - 17h15min

São Paulo

Pode haver aumento de tributo, mas é preciso reduzir despesas antes, diz Alckmin

São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira, 22, que o PSDB defende que, em "momentos excepcionais", pode haver aumento de tributo, mas antes é preciso reduzir as despesas. Em entrevista à imprensa após participar da abertura do Congresso Brasil Competitivo, organizado pelo Movimento Brasil Competitivo, do empresário Jorge Gerdau, Alckmin avaliou que o corte de cerca de R$ 30 bilhões anunciados pelo governo federal é muito pequeno diante do orçamento da União de R$ 1,4 trilhão. "O governo precisa apresentar ajuste mais pelo lado da despesa", defendeu o chefe do executivo paulista. De acordo com Alckmin, há espaço para corte de gastos. Ele ressaltou que, das 142 empresas estatais abertas no Brasil de 1808, 42 foram criadas nos últimos 12 anos, em governos do PT. Um exemplo de estatal que poderia ser fechada, citou, seria a do trem bala. "O trem bala não existe, mas a estatal do trem bala existe", comentou. Governadores O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), criticou nesta terça a proposta do governo federal de aumentar impostos para realizar o ajuste fiscal e pediu a adoção de reformas estruturantes no País. "Não adianta subir imposto, porque você resolve um déficit de R$ 30 bilhões agora, mas depois aparece um déficit de R$ 100 bilhões, os problemas não se resolvem assim", disse, durante debate no mesmo congresso. "É preciso ter eficiência. Precisamos apresentar uma proposta para a questão da Previdência. Qual é a idade certa para se aposentar? Está errado um policial se aposentar com 44, 45 anos", disse. "Além disso, eu sou contra a estabilidade no emprego público. Por que a iniciativa privada é mais eficiente? Porque o empresário não é obrigado a conviver com um empregado que não cumpre metas", criticou o governador de Goiás. Perillo declarou ainda que os governadores estão "se virando" para atrair investimentos. "Estamos usando nossos instrumentos, como as leis de incentivo; no entanto, o ambiente local é fundamental. Temos de ter segurança jurídica, reduzir a burocracia e ter confiança no governo", declarou. Para o governador, o papel do Estado é induzir o investimento e não limitar, para que o empresário tenha tranquilidade para obter resultados satisfatórios. "Para conseguir investimentos, não dependemos só de políticas locais. Neste ano, em Goiás, nós conseguimos R$ 5 bilhões em investimentos. O governo anterior conseguiu R$ 40 bilhões. A crise prejudicou todos", afirmou. Retomada da confiança Já o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, fez um apelo para que a confiança seja restaurada no País, principalmente por meio de dois fatores: o cumprimento de regras e a melhora da infraestrutura. "Sem isso, as medidas econômicas não terão efeito e os investidores não terão segurança para investir no Brasil", disse, durante debate no Congresso Brasil Competitivo. Câmara afirmou também que, em meio a esse clima de desconfiança, as regiões mais pobres do País são as que mais sofrem com a falta de investimento, citando o Nordeste como exemplo. "Em um momento como esse, os empresários só querem investir nos lugares onde já há uma boa infraestrutura, com boas estradas, portos, etc", lamentou. O governador disse que os Estados têm encontrado dificuldades para se adaptar ao ajuste de contas. "Eu não conheço nenhum governador que não esteja perto do osso em relação a cortes, que não esteja buscando todas as formas de cortar, até mesmo onde não gostaríamos de estar cortando, como no ajuste de alíquotas", contou. Apesar do clima pouco favorável, Câmara declarou que Pernambuco está à disposição para trabalhar em favor do restabelecimento da confiança e do fortalecimento das instituições no Brasil. Impeachment Questionado sobre os movimentos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Geraldo Alckmin foi cauteloso. Segundo ele, o instrumento está previsto na Constituição Federal, mas só deve ser usado "quando se prova que houve rompimento constitucional". "A prioridade deve ser investigar e depois cumprir a Constituição. Nem começou a investigação do BNDES e dos fundos de pensão", afirmou.

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