Diário da Região

24/03/2016 - 00h00min

LAVA JATO

PF indicia os marqueteiros João Santana e Mônica

LAVA JATO

Henry Milléo/ Portal Parana Online Mônica e Santana (de paletó azul) no dia em que foram presos
Mônica e Santana (de paletó azul) no dia em que foram presos

A Polícia Federal indiciou criminalmente o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação na organização criminosa que desviava recursos da Petrobras. Os dois serão denunciados na próxima semana pela força-tarefa da Operação Lava Jato ao juiz federal Sérgio Moro. Eles são acusados pelo recebimento de US$ 7,5 milhões, entre 2012 e 2014, do esquema de corrupção descoberto pela Lava Jato na Petrobras. O dinheiro foi depositado em conta secreta que Santana e a mulher mantinham na Suíça, em nome da offshore Shellbill Finance.

Os valores foram pagos pela empreiteira Odebrecht - o presidente afastado do grupo Marcelo Odebrecht anunciou a intenção de fazer acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal - e por Zwi Skornicki, apontado como operador de propinas do esquema na Petrobras. Santana e Mônica estão presos em Curitiba desde 23 de fevereiro, alvos da Operação Acarajé - 23ª fase da Lava Jato.

Com o casal, também foram denunciados Zwi Skornicki, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Bruno Skornicki, também apontado como operador do esquema, por lavagem de dinheiro; Eloisa Skornicki, operadora, por corrupção ativa e manutenção de conta não declarada; o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, pelo crime de corrupção passiva; e Armando Ramos Tripodi, que ocupou o cargo de chefe de gabinete durante a gestão José Sergio Gabrielli na estatal, por corrupção passiva.

Pagamentos

A Polícia Federal apontou no relatório de indiciamento de João Santana e de Mônica Moura que o casal recebeu pelo menos R$ 21,5 milhões entre outubro de 2014 e maio de 2015 - período pós-reeleição da presidente Dilma Rousseff - do que os investigadores chamam de “departamento de propina” da Odebrecht. A defesa do ex-marqueteiro do PT afirma que seu cliente é inocente. O advogado Fábio Tofic afirma que os recebimentos da empreiteira Odebrecht alvo do inquérito foram por serviços prestados pelo publicitário João Santana fora do Brasil.

Condições para delação

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, não abrem mão da ampla confissão do empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht em um eventual acordo de delação premiada. O Grupo Odebrecht tornou pública a intenção de executivos da empresa de fechar uma “colaboração efetiva” com os investigadores, em busca de redução de pena.

Os procuradores querem detalhes sobre a corrupção em outras obras e áreas do governo. Algumas delas já estão no radar da Lava Jato, como o setor de plataformas na Petrobras, o estádio Itaquerão, em São Paulo, o Porto Maravilha, no Rio, entre outras. Outro ponto considerado essencial para investigadores em eventual negociação é que os executivos do Grupo Odebrecht revelem dados sobre os pagamentos de palestras, doações e reformas feitas em benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tentativa de negociação de uma delação premiada por executivos do Grupo Odebrecht começou mal, na avaliação dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Na nota de esclarecimento divulgada ontem, em que afirmou não existir "sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht", a força-tarefa critica a divulgação do acordo.

 

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